Nova variante do coronavírus já chegou a Ribeirão Preto

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Foto: Alfredo Risk

Estudo feito em Ribeirão Preto mostrou que de noventa amostras de pacientes analisadas doze são da variante de Manaus; pesquisa prevê analisar mais duzentas amostras esta semana

A nova variante do coronaviurs P.1 detectada no começo do ano na cidade de Manaus, já chegou a Ribeirão Preto. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (22) pela Prefeitura de Ribeirão Preto e Hospital das Clínicas e Hemocentro de Ribeirão Preto em coletiva de imprensa na sede da prefeitura. Participam da coletiva o prefeito Duarte Nogueira (PSDB) o secretário Municipal da Saúde, Sandro Scarpelini, o médico infectologista Benedito Fonseca do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto Benedito Fonseca e o médico infectologista e diretor do Hemocentro de Ribeirão Preto, Rodrigo Calado.

O levantamento analisou 94 amostras para detecção da variante P.1 Desse total, setenta amostras analisadas foram de moradores de Serrana e 24 de Ribeirão Preto. Do total de amostras analisadas 12, ou seja, 14% tinham a nova cepa descoberta em Manaus.

Das amostras com a nova variante apenas duas eram importadas. Ou seja, foram constatadas em pessoas que viajaram ou vieram de Manaus e uma de paciente que teve contato com alguém oriundo daquela cidade. Os nove casos restantes foram por meio de transmissão doméstica.

Outro item da pesquisa foi em relação ao índice de transmissibilidade. Ele foi considerado muito mais rápido do que o do coronavírus original. A pesquisa demonstrou que em um grupo familiar analisado composto por sete pessoas, apenas uma não se infectou com a nova cepa vírus.

A rapidez com que a doença se manifesta também foi analisada. De acordo com o estudo foi detectado que, comparativamente ao coronavírus original, que demora em média cinco dias para se manifestar após a contaminação, a nova variante demora apenas um dia.

De acordo com os infectologistas Benedito Fonseca e Rodrigo Calado, os números apresentados são apenas o começo das pesquisas sobre a nova variante. A previsão deles é que esta semana mais duzentos amostras sejam sequenciadas para detectar o P.1.

O estudo está sendo realizador pelo Departamento de Virologia da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto em parceria com a Faculdade de Medicina, o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto e o Hemocentro, da cidade.