Enquanto na COP-23, Conferência do Clima da Organização da Nações Unidas (ONU), realizada em novembro, na Alemanha, foi apresentado o alarmante rela­tório da Global Carbon Project apontando crescimento de 2% nas emissões mun­diais de CO2, em 2017, após três anos de estabilidade, o Brasil consolida seu pro­tagonismo no combate ao aquecimento global, com a importantíssima criação do RenovaBio,que pode substituir, até 2030, até 55% da gasolina por etanol e até 20% do diesel fóssil por biodiesel.

Além de posicionar o Brasil de forma definitiva, como país da Economia Verde, a conversão da RenovaBio em Lei (13.576/2017), no fim de dezembro de 2017 é a oportunidade de revitalizar a cadeia produtiva e reafirmar a liderança mundial em biocombustíveis.

Não é só um plano de produção de energia e promoção de mais racionalidade, previsibilidade – tão necessária –, eficiência e redução de custos, fundamentais para o setor produtivo, mas trata-se uma estratégia de desenvolvimento sustentável para a geração de renda e emprego. Se o Brasil tem a matriz de combustíveis mais limpa do mundo, utilizando 26,8% de etanol + biodiesel, imagine quanto melhorará com o RenovaBio.

Segundo dados da Datagro, até 2030 serão necessários investimentos de R$ 500 bilhões, gerando empolgantes mais de um milhão de novos empregos. Uma revolução nos 1.600 municípios que cultivam cana-de-açúcar.

O País deve economizar US$ 45 bilhões em importações. Acrescerá54 bilhões de litros de etanol, quase o dobro do produzido hoje em dia. Olhando a questão da emissão de CO2, haverá uma redução extraordinária de 166 para 45 gramas de CO2 equivalente por quilômetro (g CO2 e/Km), considerando a tecnologia atual dos motores.

O RenovaBio é transformador e incorpora nas políticas públicas o conceito de ex­ternalidade positiva, atuando não só na ação localizada, mas em todos os desdobra­mentos. O governador Geraldo Alckmin se mobiliza em favor deste conceito.

O RenovaBio incorpora o conceito de meritocracia, com reconhecimento não uni­forme, considerando níveis tecnológico e de evolução. Por exemplo, usinas que têm cogeração terão um tratamento diferenciado. As que têm cogeração e estão caminhan­do para o etanol de segunda geração terão outro e, assim sucessivamente.

Incentivará também outros combustíveis renováveis, como biogás, biometano e o bioquerosene,possibilitando estabelecer metas de redução das emissões de carbono, seguindo os compromissos assumidos no Acordo do Clima de Paris, além de via­bilizar a troca de Certificados de Redução de Emissões (CREs) relacionados ao uso de biocombustíveis, fato relevante para o terceiro maior consumidor de combustíveis para transportes do mundo.

O Programa RenovaBio representa a vanguarda na matriz energética, ganhos am­bientais, sociais e econômicos que se estendem por uma longa cadeia produtiva.

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