ALFREDO RISK

Levantamento feito pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, com base nos dados informados pelos municípios paulistas, mostra que o Estado já vacinou mais de 6,4 milhões de pessoas na campa­nha contra a gripe. Para atingir a meta de imunizar 90% do públi­co-alvo, é necessário que pelo menos 5,6 milhões compareçam aos postos até 31 de maio, última dia de vacinação. Especificamente na área do Departamento Regional de Saúde (DRS-13), que abrange Ribeirão Preto e mais 25 cidades, já foram vacinadas 185,7 mil pessoas (47,2%), mas ainda faltam 207,4 mil (ou 46,3%). A meta é imunizar 393,1 mil moradores da região, número correspondente a 90% do público-alvo, de aproximadamente 437 mil. A Secretaria Estadual da Saúde mantém alerta especial para grávi­das e crianças, pois a cobertura entre nestes grupos é de 47% e 43%, respectivamente. Também é necessária maior adesão de profissio­nais da saúde, com cobertura de 30%. “É de extrema importância que todos os grupos prioritários com­pareçam aos postos de saúde para imunização, Fazemos um apelo especial aos pais, para que levem os pequenos aos postos, e também às gestantes, para proteção das mães e bebês. A vacinação evita complicações futuras como pneumonias ”, afirma o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann. “A vacina não provoca gripe em quem tomar a dose, pois é composta apenas de fragmentos do vírus que causam a devida proteção, mas são incapazes de causar a doença”, complementa. Em todo o Estado, o público-alvo totaliza 13,2 milhões de paulistas e, para atingir a meta, no mínimo 12,1 milhões precisam tomar as doses contra o vírus Influenza. Segundo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina de 2019 irá prevenir a população-alvo contra o vírus influen­za dos tipos A (H1N1), A (H3N2) e B. É produzida pelo Instituto Butantan, unidade vinculada à secretaria, que neste ano disponibili­zou 64 milhões de doses ao Ministério da Saúde para a realização da campanha em todo o Brasil. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, na cidade de Ribeirão Preto já foram vacinadas 56.020 pessoas, entre de 10 de abril e 6 de maio, atingindo uma cobertura de 26,8% dos grupos prioritários. Somente no “Dia D” de combate aos vírus da doença, 5.812 doses da vacina foram oferecidas. Já foram vacinadas 13.130 crianças, 3.444 trabalhadores da saúde, 2.151 gestantes, 745 puérperas (mulheres que deram à luz há até 45 dias), 1.199 professores, 26.751 idosos, 8.545 pessoas com co­morbidades e 55 pessoas de outros grupos. Estão sendo imunizados todos os cidadãos que fazem parte dos grupos prioritários. São gestantes (6.028) e crianças de seis meses a menores de seis anos (41.530), puérperas (991), trabalhadores da saúde (31.156), idosos com 60 anos ou mais (78.172), pessoas com comorbida­des, doenças crônicas e imunossupressão (46.750) e professores e funcionários das redes públicas (municipal e estadual) e privada (4.231), bombeiros e policiais militares – não há nenhum indígena no relatório. O público-alvo é composto por 187.972 pessoas – número que corresponde a 90% da população dos grupos prioritários, de 208.858 ribeirão-pretanos. A campanha vai até 31 de maio em 38 unidades de saúde com salas de vacinação, de segunda à sexta-feira – os horários de atendimento variam de acordo com o posto. No ano passado, durante quatro meses seguidos, a Secretaria Muni­cipal da Saúde contabilizou 23 mortes em Ribeirão Preto por causa dos vírus H1N1 e H3N2, da influenza – a popular “gripe A” ou “gripe suína”. Desde agosto, porém não houve mais óbitos na cidade. Se­gundo o último Boletim Epidemiológico, as mortes foram registradas em abril (um caso), maio (seis), junho (sete) e nove em julho. Em 2017 não foi constatado nenhuma morte na cidade, mas no período anterior doze moradores faleceram – em 2018 foram onze a mais, quase o dobro, crescimento de 91,6%. Neste ano, até 15 de abril, apenas dois casos de influenza foram confirmados no municí­pio. A cidade fechou o ano passado com 104 ocorrências de Síndro­me Respiratória Aguda Grave provocados por algum tipo de variação do vírus influenza, 63 a mais que os 41 de 2017, alta de 153,6%.

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