Balanço divulgado pelo novo painel do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito (Infosiga-SP) indica que o trânsito de Ribeirão Preto registrou 87 mortes no ano passado, 21 a menos que as 108 de 2024, queda de 19,44%.
Em oito meses de 2026 já são 66 óbitos, quatro a mais que os 62 do mesmo período de 2025, alta de 6,45%.
Neste ano são seis em janeiro, quatro em fevereiro, oito em março, onze em abril, dez em maio (dado revisado), sete em junho, dez em julho e dez em agosto, sem alteração. Subiu 25% em comparação com os oito de agosto de 2025, dois a mais. Entre as vítimas estão 50 homens (80%) e 16 mulheres (20%).
São 32 motociclistas (48%), 15 pedestres (22%), sete ciclistas (10%), oito pessoas que estavam de carro (12%), um de caminhão (1%) e três sem dados disponíveis (5%) – há uma defasagem de 2%. Quarenta e uma mortes ocorreram em vias municipais (62,3%), dezenove em rodovias dentro do perímetro urbano (28,5%) e não há informação sobre seis (9,1%).
Em 2025, ainda ocorreram oito em dezembro, três em novembro, oito em outubro, seis em setembro, oito em agosto, três em julho, sete mortes em junho, doze em maio, quatro em abril, dez em março, onze em fevereiro (recorde de 2025) e sete em janeiro. Encerrou o período anterior com 25 mortes a mais que os 83 óbitos de 2023, aumento de 30,12%.
A cidade também bateu o recorde histórico de 2022, quando 101 pessoas morreram nas vias do município. São sete a mais, aumento de 6,93% A taxa em doze meses – de julho de 2025 a agosto deste ano – está em 12,80 por 100 mil habitantes, acima dos 12,52 do mês anterior.
Este resultado fez Ribeirão Preto saltar do 11º para o nono lugar no ranking estadual de mortes no trânsito, com 91 óbitos no período – eram 89 até julho. Taubaté lidera (taxa de 16,24), seguida por Jundiaí (15,01), São Bernardo do Campo (14,17), Franca (14,03), Praia Grande (13,79), São José do Rio Preto (13,66), São Vicente (13,46) e Barurei (13,16).
Perfil – No ano passado, 47 vítimas estavam de motocicleta (54% do total), 13 de bicicleta (15%), onze eram pedestres (13%), nove estavam de carro (10%), três de caminhão (3%) e três dados não estão disponíveis (3%). Não há informações sobre um óbito. São 62 homens (71%) e 25 mulheres (29%). Em 2024, 61 vítimas estavam de motocicleta (57% do total), 74,29% acima dos 35 de 2023 (33,75% das mortes), 26 a mais.
Em 2025, 20 mortes ocorreram em rodovias dentro do perímetro urbano (23%), 56 em vias municipais (64,4%) e onze não têm identificação de local (12,6%). Trinta e duas mortes ocorreram em rodovias dentro do perímetro urbano (29,63%) em 2024.
Outras 62 foram registradas em vias municipais (57,41%) e 14 não têm identificação de local (12,96%), segundo o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito. A malha viária é composta por mais de 1,5 mil quilômetros de vias municipais e também de rodovias concedidas pelo Estado.

