Há projetos musicais que nascem de uma conversa, outros de ensaios, alguns por conta de editais e ainda por outros caminhos. O ZUMTHREE nasceu da sala de casa – de um hábito antigo e simples: ouvir, cantar e descobrir músicas juntos.
Em 2026, o trio formado por Dimi Zumquê e as filhas Julia Lilás e Luisa Farias inicia uma nova temporada em Ribeirão Preto com apresentação neste sábado, 7 de fevereiro, às 17 horas, na na Biblioteca Sinhá Junqueira, na rua Duque de Caxias nº 547, Centro. A entrada é aberta e gratuita.
Neste reencontro com o público, o projeto marca uma etapa de continuidade e amadurecimento, unindo gerações ao misturar clássicos da MPB, sucessos internacionais e canções autorais, sempre com arranjos que valorizam a identidade de cada integrante e o encontro das três vozes.
A proposta é simples e potente: transformar diferenças de repertório em diálogo – e fazer disso um show. O projeto é incentivado pelo Fundo Municipal de Cultura de Ribeirão Preto, por meio do Edital Cultura em Ação – Programa Municipal de Fomento às Culturas.
Dimi Zumquê destaca que o ZUMTHREE carrega, no palco, a mesma dinâmica que o originou. “O que a gente faz no show é muito parecido com o que sempre aconteceu em casa: cada um traz uma referência, a gente experimenta, escolhe, ajusta e encontra um jeito de contar aquilo juntos. Em 2026, a ideia é ampliar esse repertório e aproximar ainda mais o público dessa experiência”, afirma.
O trio conta, mais uma vez, com a participação de Victor Grili (bateria e vocais) e Eder Bortolato (baixo acústico e elétrico). A técnica de som é assinada por Bill Santos.
Repertório em movimento – O espetáculo mantém a característica de circular por estilos e épocas, alternando compositores brasileiros, hits internacionais e momentos autorais. O roteiro é pensado para criar uma narrativa fluida, com espaço para surpresas e para a interação com a plateia – sem perder o foco no que sustenta o projeto: a sintonia entre as vozes e o vínculo familiar como linguagem artística.
Para Julia Lilás, a temporada 2026 reforça um sentimento que o trio descobriu em cena. “Tem algo muito especial em dividir esse palco com o meu pai e a minha irmã. A música vira um lugar de troca real, e isso aparece no jeito como a gente canta e partilha a experiência no palco”, diz.
“Eu me sinto em casa quando estou cantando com eles. É uma sensação de pertencimento muito forte — como se a gente convidasse o público para entrar um pouco nessa história que é nossa, mas que se amplia no encontro com quem assiste”, afirma Luisa Farias.
Com mais de quatro décadas de trajetória musical, Dimi Zumquê sempre manteve a música como parte do cotidiano familiar. Durante o período de isolamento da pandemia, as apresentações improvisadas cresceram e viraram registros em vídeo, lives e encontros musicais que consolidaram a formação do trio.
Na construção do repertório, as filhas tiveram participação direta ao levar referências contemporâneas da música internacional — muitas delas descobertas em séries e produções audiovisuais — enquanto Dimi apresentou clássicos da MPB e da Jovem Guarda. O resultado é um repertório que costura épocas e estilos sem hierarquia, criando uma identidade própria para o ZUMTHREE.

