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Trump quer que os EUA comprem a Groenlândia

O presidente americano consultou seus assessores so­bre a possibilidade de os Es­tados Unidos comprarem a Groenlândia, segundo o Wall Street Journal. Donald Trump expressou interesse no vasto território autônomo dinamar­quês –coberto principalmente por gelo –, perguntando a seus conselheiros se é possível que os Estados Unidos o adqui­ram, disse o jornal na quin­ta-feira (15), citando pessoas que conhecem as discussões.

O presidente tem curiosi­dade sobre os recursos natu­rais e a relevância geopolítica da área, segundo o WSJ. O ex­-presidente Harry Truman já se dispusera a comprar a ilha em 1946 por US$ 100 milhões. Em resposta à situação, a mi­nistra das Relações Exteriores da Groenlândia, Ane Lone Ba­gger, disse à Reuters nesta sex­ta-feira (16) que a maior ilha do mundo não está à venda. “Estamos abertos para negó­cios, mas NÃO à venda”.

A Groenlândia é uma re­gião autônoma da Dinamarca, que colonizou a ilha de dois milhões de quilômetros qua­drados no século 18 e abri­ga cerca de 57 mil pessoas, a maioria pertencente à comu­nidade inuit. A Casa Branca não emitiu nenhuma declara­ção oficial e a embaixada di­namarquesa em Washington não comentou o caso.

Alguns conselheiros de Trump acreditam que adqui­rir a Groenlândia pode ser benéfico para os Estados Uni­dos, enquanto outros conside­ram a ideia um “fascínio efê­mero” do presidente, afirma o Wall Street Journal. Oposito­res de Trump dizem que esse interesse decorre de um dese­jo de deixar um legado de sua administração, de acordo com o jornal.

EUA tem base militar na Groenlândia

Assessores do presidente discutem o potencial de in­vestigação e maior influência militar dos Estados Unidos. A Base Aérea de Thule, america­na, está na Groenlândia há dé­cadas. A Groenlândia é coberta em 85% por uma faixa de gelo de três quilômetros de espessu­ra que contém 10% das reser­vas de água doce do planeta.

Mas a maior ilha do mun­do sofreu os efeitos da mu­dança climática, segundo os cientistas, e se tornou um blo­co gigante de gelo no proces­so, ameaçando inundar as áre­as costeiras do planeta algum dia. Em julho, 12 bilhões de toneladas de gelo da Groen­lândia afundaram no mar, um nível sem precedentes.

Trump, que em 2017 re­tirou os Estados Unidos do acordo climático de Paris, deve visitar Copenhague em setembro. Não é a primeira vez que o presidente expressa interesse por propriedades em outros países: em uma ocasião ele disse que as “fantásticas praias” da Coreia do Norte se­riam o local ideal para alguns prédios de apartamentos.

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