Valdir Avelino *
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A madrugada de 24 de julho de 2026 ficará marcada como um momento muito triste na memória de Ribeirão Preto. Em menos de meia hora, a tempestade derrubou árvores, destelhou imóveis, bloqueou ruas, interrompeu o fornecimento de energia e deixou parte da cidade sem água. Hospitais, escolas e outros equipamentos públicos foram atingidos. Famílias precisaram deixar suas casas e milhares de moradores enfrentaram dias de insegurança e prejuízos.
O prejuízo não inclui todos os danos em moradias, equipamentos públicos, rede elétrica, comércio e infraestrutura. A reconstrução exigirá trabalho contínuo, recursos e responsabilidade.
Em maior ou menor impacto, os servidores públicos municipais também foram atingidos pela tempestade. Muitos ficaram sem energia e água, encontraram ruas bloqueadas e tiveram suas casas ou suas famílias afetadas. Mesmo nessas condições, saíram para trabalhar e atender a população. Estavam nas unidades de saúde, nas escolas, nas ruas, nos abrigos e nos serviços de manutenção.
Os servidores da Guarda Civil Metropolitana, da Defesa Civil e da mobilidade urbana protegeram áreas de risco, orientaram motoristas, operaram cruzamentos sem semáforos e ajudaram a liberar as vias. Esse trabalho permitiu a passagem de ambulâncias, equipes de manutenção, ônibus e veículos de emergência. Em uma cidade tomada por árvores, postes, cabos e estruturas danificadas, cada rua liberada representou segurança e a recuperação de parte da rotina da população.
Na SAERP, os servidores enfrentaram a paralisação de dezenas de poços provocada pela falta de energia. Foi preciso verificar equipamentos, realizar reparos, religar os sistemas e recompor a rede de distribuição até que a água voltasse às casas. Na Assistência Social, as equipes acolheram famílias, organizaram abrigo emergencial, fizeram atendimentos e cuidaram da distribuição das doações. O balanço municipal registra atendimento a 1.806 pessoas desalojadas.
Nas equipes de infraestrutura, zeladoria e limpeza urbana, centenas de trabalhadores removeram árvores, recolheram resíduos, limparam ruas e recuperaram espaços públicos. Na segunda-feira seguinte ao temporal, a operação reunia centenas de servidores das equipes operacionais. Havia caminhões, máquinas e muita gente trabalhando em condições difíceis para devolver segurança, mobilidade e dignidade aos bairros atingidos.
Aos poucos, o cotidiano de Ribeirão Preto começa a voltar ao normal, com escolas, unidades de saúde e serviços públicos. Em cada etapa dessa recuperação está o trabalho dos nossos servidores públicos municipais.
Mas não podemos esquecer que as mudanças no clima fazem parte de uma realidade permanente. Institutos de pesquisa e especialistas alertam para o aumento da frequência e da intensidade dos extremos. Ribeirão Preto enfrentará novos períodos de chuva intensa, ventos fortes, calor e estiagem. A cidade precisa se preparar com planejamento, prevenção, equipes treinadas, manutenção da infraestrutura e capacidade de agir rapidamente em todos os bairros.
Como presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis, registro nosso respeito e agradecimento a cada servidor e servidora que trabalhou e continua na linha de frente. A direção do Sindicato reafirma seu compromisso com Ribeirão Preto: vamos reconstruir nossa cidade ao lado dos servidores e da população. Seguiremos firmes, inclusive no enfrentamento daqueles que ainda não compreendem ou não reconhecem o papel inestimável dos nossos servidores. Valorizar e fortalecer o serviço público municipal é preparar a cidade para os desafios do presente e do futuro.
* Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis

