Tribuna Ribeirão
Economia

Vendas de veículos 
sobem 15% em julho

Agência Brasil
No melhor mês em doze anos, as vendas de veículos zero quilômetro no Brasil subiram 15% em julho frente ao mesmo período de 2025, diz a Fenabrave

No melhor mês em doze anos, as vendas de veículos zero quilômetro no Brasil subiram 15% em julho frente ao mesmo período de 2025. No total, foram emplacadas 279,6 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.

O balanço foi divulgado nesta terça-feira, 4 de agosto, pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave),  entidade que representa as concessionárias de automóveis. Na margem – ou seja, na comparação com junho –, o crescimento foi de apenas 2,6%, apesar dos dois dias úteis a mais do mês passado.

O programa de crédito do governo com juros mais baixos para a troca de automóveis de taxistas e motoristas de aplicativo ainda não deslanchou, mas o mercado continua sendo sustentado pelos descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dentro do Programa Carro Sustentável.

Em paralelo, os carros híbridos e elétricos continuam fazendo sucesso, sobretudo das marcas chinesas, que em julho alcançaram 23% do mercado, um novo recorde, conforme dados da Bright Consulting.

Superando ligeiramente os 279,4 mil veículos de dezembro do ano passado, o mercado teve em julho a melhor marca desde dezembro de 2014, quando foram vendidos mais de 370 mil veículos na soma de todas as categorias. O crescimento acumulado desde o início deste ano chega agora a 17,9%, com 1,7 milhão de veículos vendidos de janeiro a julho.

Motocicletas – As vendas de motos tiveram crescimento de 3,1% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, chegando a 199,2 mil unidades. Na margem, na comparação de julho com junho, houve aumento de 2,6% na comercialização de motocicletas.

As vendas de motos chegaram a 1,37 milhão de unidades no acumulado de janeiro a julho, com crescimento de 12,4% frente aos sete primeiros meses do ano passado. O desempenho se deve à expansão dos serviços de entrega (delivery), além da busca dos consumidores por alternativas de mobilidade individual mais baratas. As vendas de motos seguem superando as de carros de passeio, que totalizaram pouco menos de 1,3 milhão de unidades desde o início do ano.

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