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Vendas despencam 45% na Dom Pedro I

Vendas recuaram 45%, movimento de clientes caiu 42% e a média de redução nos quadros de funcionários das empresas é de 33% 

Vendas recuaram 45%, movimento de clientes caiu 42% e a média de redução nos quadros de funcionários das empresas é de 33% (Alfredo Risk)

O Centro de Pesquisas do Varejo (CPV) fez uma pesquisa para apurar o impacto da implantação do corredor de ônibus no Comércio da avenida Dom Pedro I, no bairro Ipiranga, Zona norte de Ribeirão Preto, um dos mais importantes centros de varejo e serviços da cidade. 
 
A pesquisa apurou que desde o início da operação do corredor de ônibus, em outubro de 2022, as vendas no comércio da Dom Pedro I tiveram queda média de 45%. Sobre o movimento de clientes, a redução média foi de 42%, segundo os empreendedores que atuam em diversos segmentos.  
 
Além disso, segundo o CPV, mantido por Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (Sincovarp) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDl RP),  
95,5% dos empresários entrevistados disseram que foram diretamente impactados pelo corredor de ônibus. 
 
O fluxo de clientes é fundamental para o desempenho do comércio. A proibição total de estacionamento na avenida bem como a faixa exclusiva para ônibus, prejudicaram muito o acesso dos consumidores às lojas e as vendas acompanharam a queda do movimento”, explica Diego Galli Alberto, pesquisador e coordenador do CPV. 
 
Isso representa uma perda de faturamento muito significativa, principalmente para micros e pequenos negócios”, emenda. Entre as 66 empresas que responderam à pesquisa, 51% são microempresas, 25% são microempreendedores individuais (MEIs), 9% são empresas de pequeno porte (EPPs), 9% são grandes empresas e 6% se identificaram como médias empresas. 
 
O levantamento também apurou que, desde o início da operação do corredor de ônibus, houve uma redução média de 33% nos quadros de funcionários dos estabelecimentos na Dom Pedro I. “Com a queda de vendas e do faturamento, enxugar o quadro de funcionários acabou sendo uma das principais medidas de contenção de gastos”, afirma o pesquisador. 
 
Pequenos negócios têm fluxo de caixa muito apertado e podem literalmente quebrar se não tiverem equilíbrio financeiro”, diz. Também foi perguntado o que os(as) empreendedores(as) esperam do futuro da Dom Pedro I em médio e longo prazos, dentro de uma escala de 1 a 5, em que 1 significa “muito pessimista” e 5 “muito otimista”. 
 
Na perspectiva de médio prazo, considerando até o final do segundo semestre de 2024, o nível de confiança ficou em 1,9 ponto, classificado como pessimista. Na perspectiva de longo prazo, considerando os próximos doze meses até o final do primeiro semestre de 2025, o nível de confiança ficou em 2,0 pontos, também avaliado como pessimista. 
 
A pesquisa também deixou um campo de preenchimento para que os empreendedores apontassem livremente os fatores que teriam influência no nível de otimismo/pessimismo manifestado. Os tópicos mais citados foram a” proibição total de estacionamento na via”; “definição da faixa do corredor como exclusiva para ônibus” e “sistema de Área Azul que não estaria conseguindo amenizar os impactos da proibição de estacionamento.” 
 
“As manifestações na pesquisa ainda confirmaram que os empreendedores esperam a revisão e suspensão das regras atuais do corredor de ônibus, em 2025, com a realização de estudos que busquem soluções alternativas para a mobilidade na região da avenida Dom Pedro I. Ficou claro que os empresários concordam que melhorias na mobilidade são bem-vindas, mas sem que isso prejudique tanto o comércio”, analisa Galli. 
 
CorredorO corredor de ônibus da Dom Pedro I começou a ser construído junto com o da avenida Saudade, nos Campos Elíseos, em janeiro de 2020. No total, o investimento da prefeitura de Ribeirão Preto nas obras foi de R$ 49.804.623,71. São 302 vagas de Área Azul distribuídas em ruas perpendiculares à avenida Dom Pedro I. 
 
Nota da RP Mobi diz que tráfego cresceu 
A RP Mobi esclarece que, em 2019, ainda não havia ocorrido a consolidação da ocupação de novos moradores nas habitações recém-construídas na região Norte, em especial do bairro Jardim Cristo Redentor, que conta com 6.991 moradias entregues para diversas famílias.    
 
Em função desta expansão imobiliária neste entorno, há uma notável necessidade de melhorar as condições de operação do transporte coletivo urbano, onde, atualmente, aproximadamente 560 mil usuários do transporte coletivo urbano utilizam mensalmente as linhas de ônibus que trafegam pela avenida Dom Pedro I, sendo uma média de 19 mil passageiros por dias úteis. Esse número corresponde em torno de 16,4% do total de passageiros transportados mensalmente em toda a rede do transporte coletivo urbano de Ribeirão Preto. 
 
Ainda, vale destacar que a taxa de ocupação das 302 vagas da Área Azul Digital implantada no final de 2023, normalmente são ocupadas em  cerca  de 50% durante o dia. Ou seja, o condutor que precisa utilizar o comércio da Dom Pedro consegue estacionar na região sem dificuldades para encontrar vagas. Assim, como tem ocorrido na região Central após a implantação do estacionamento rotativo. 
 
Por fim, em relação a pesquisa divulgada a RP Mobi não foi notificada e consultada, pois esta entidade executiva de trânsito também possui dados relativos ao aumento da movimentação da frota dos coletivos e também do fluxo veicular daquela via. 
 

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