Valdir Avelino *
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com uma expressiva vitória, conquistando mais de 64 milhões de votos, com vantagem superior a 4,4 milhões sobre seu adversário do PL. O resultado foi reconhecido pelas instituições brasileiras, por lideranças mundiais e até pelo partido do candidato derrotado. Trabalhadores e forças progressistas comemoram essa conquista na América Latina e em várias partes do mundo. A vitória brasileira representa um alento de liberdade, resistência democrática e soberania para todos os povos do mundo.
A diferença de votos, que já foi grande, poderia ter sido ainda maior diante dos obstáculos enfrentados por Lula. Sua candidatura foi alvo de ataques e desinformação, de uma cobertura tendenciosa dos principais veículos da grande imprensa e de restrições nas plataformas da Meta. Tanto é assim que o próprio Supremo Tribunal Federal determinou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar as ingerências estrangeiras nas eleições, incluindo financiamento externo e manipulação de algoritmos para prejudicar Lula.
Além disso, Lula e os democratas enfrentaram a atuação questionável da cúpula do TSE, presidido por Kassio Nunes Marques e tendo André Mendonça como vice-presidente, diante das sucessivas decisões para suspender ou restringir o Canal “Exército do Lula” no WhatsApp e da lentidão ou omissão na apreciação de pedidos urgentes feitos pela coligação de Lula, inclusive os relacionados à falta de ônibus para transportar eleitores no segundo turno em São Paulo e Salvador.
Lula abriu mais de 4,4 milhões de votos sobre o seu adversário, enfrentando também as pressões do tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump.
Essa virada nasceu da mobilização popular. Os trabalhadores foram às ruas. A juventude tomou as principais avenidas das cidades brasileiras, realizou marchas e manifestações, movimentou escolas e universidades. Sindicatos, centrais sindicais, artistas, intelectuais e organizações populares somaram forças às manifestações pela democracia e contra o retrocesso.
Milhões de pessoas aderiram espontaneamente à campanha. Conversaram com vizinhos e familiares, produziram vídeos, compartilharam informações e organizaram atividades. Nas ruas e nas redes, cidadãos que nunca haviam participado ativamente de eleições assumiram a tarefa de defender seus direitos e o futuro do país.
Nas redes sociais, ganhou destaque o Exército do Lula, mobilização digital articulada pelo deputado André Janones que reuniu mais de dez milhões de seguidores no WhatsApp.
A direção do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis denunciou, ao longo de toda a campanha, os riscos do projeto adversário: retrocessos democráticos, ameaças aos direitos trabalhistas e sindicais, enfraquecimento do SUS, desmonte do serviço público, reforma administrativa voltada à precarização do trabalho, ataques à educação, à previdência, às políticas sociais e à soberania nacional. Nossa posição sempre esteve ao lado dos trabalhadores e da defesa de um Estado comprometido com os direitos da população.
Lula terá de governar com o povo, ao lado do povo e olhando para suas necessidades. Precisará ouvir os trabalhadores, os sindicatos, a juventude e os movimentos populares, transformando a energia da campanha em participação efetiva.
O Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis continuará mobilizado e, sempre que necessário, na luta e nas ruas. Estaremos mobilizados para defender a democracia, a saúde, a educação, o saneamento, o serviço público e os direitos dos trabalhadores.
* Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis

