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Técnico do Botafogo menciona calor e critica calendário: ‘Humanamente impossível’ 

Pantera disputou dez partidas em pouco mais de um mês no Paulistão 

De boné, Zanardi se esconde do forte sol no Moisés Lucarelli (Luiz Fernando Cosenzo/Agência Botafogo )

Espremido neste ano por conta da paralisação da Série A do Campeonato Brasileiro para o Mundial de Clubes da Fifa, entre junho e julho, o calendário do futebol nacional foi criticado por Márcio Zanardi após o empate sem gols do Botafogo com a Ponte Preta, no sábado. Segundo o treinador, a sequência intensa de partidas e o calor afetaram o desempenho do Pantera em Campinas (SP). 

O confronto foi marcado pelas poucas oportunidades dos dois lados, sobretudo por parte do Tricolor, que arriscou apenas duas finalizações – ambas sem a direção da meta adversária. Foi o décimo compromisso da equipe ribeirão-pretana desde 15 de janeiro, quando estreou no Paulistão. 

“É muito complicado. Foi o nosso décimo jogo, de três em três dias, é humanamente impossível a recuperação. Os jogadores entregando e o campo pesado. A gente vem de jogos grandes, então quando você consegue recuperar um pouco mais, você faz um jogo importante mais à noite. Mas hoje (sábado) estava impossível, acho que foi muito claro para os dois times”, disse Zanardi, que teve o apoio do técnico da Ponte, Alberto Valentim. 

“Tem duas grandes equipes, com bons jogadores, ficou um jogo muito brigado, um jogo mais estudado ali, e quem perde é o espetáculo, o torcedor. Mas nós somos funcionários. A gente tem que acatar e temos de trabalhar”, acrescentou o botafoguense. 

O resultado foi um jogo truncado. Ao todo, foram 31 faltas assinaladas (17 da Macaca e 14 do Pantera), além de sete cartões amarelos (três para o Alvinegro e quatro para o Tricolor). Para o comandante, essa questão foi consequência da tática, afinal os dois times começaram o jogo com três zagueiros, mas também das altas temperaturas e do desgaste acumulado. 

“Ficou um jogo muito brigado por dentro e eles colocaram uma trinca de volantes. Nós também mudamos um pouco a plataforma, mas ficou um jogo brigado, um jogo que realmente quem perdeu foi o espetáculo. Não dá para exigir outra coisa a não ser entrega para os jogadores, mas o desempenho é prejudicado por causa disso. Não é só o calor, é a sequência. Fez um mês de Campeonato Paulista e nós fizemos dez jogos. É um absurdo.” 

O Bota volta a atuar pelo estadual já nesta quinta-feira, às 19h30, pela penúltima rodada da primeira fase, contra o Palmeiras, no Allianz Parque. 

 

 

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