Tribuna Ribeirão
Economia

Inflação desacelera a 0,20% em janeiro

A conta de luz recuou 2,91%, sendo o preço que mais puxou a média da inflação do mês para baixo – impacto de -1,2 ponto percentual para o IPCA-15 




IPCA-15 acumula aumento de 4,50% em doze meses, ante 4,41% até dezembro de 2025, quebrando uma sequência de três meses consecutivos de arrefecimento

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 – prévia da inflação oficial no país – desacelerou de 0,25% em dezembro para 0,20% em janeiro, 0,05 ponto percentual abaixo. Encerrou novembro em 0,20%, outubro em 0,18% e setembro em 0,48%.

São cinco resultados positivos seguidos, após deflação de 0,14% em agosto, a única do ano passado. Houve aumento de 0,33% em julho, 0,26% em junho, 0,36% em maio, 0,43% em abril, 0,64% em março e 1,23% em fevereiro, segundo o IBGE. 

Em janeiro do ano passado, o IPCA-15 havia registrado inflação de 0,11%. A taxa de 0,20% registrada em janeiro foi a mais elevada para o mês desde 2024, quando subiu 0,31%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, acumula aumento de 4,50% em doze meses, ante 4,41% até dezembro de 2025, quebrando uma sequência de três meses consecutivos de arrefecimento. Também era de 4,50% no mesmo período do ano passado. A taxa está no limite do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), de 4,50%.

Com alta de 0,73% em janeiro, após leva aumento de 0,01% em dezembro.,, o grupo Comunicação registrou a segunda maior variação, com influência do subitem aparelho telefônico que subiu 2,57% no mês. Após o recuo de 0,64% no mês passado., a variação de 0,43% dos Artigos de residência foi motivada pela alta dos itens de TV, som e informática (1,79%).

Alimentação – Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, acelerou na passagem de dezembro (0,13%) para janeiro (0,31%). Interrompendo uma sequência de sete meses consecutivos de queda, a alimentação no domicílio subiu 0,21%. Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (16,28%), da batata-inglesa (12,74%), das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%).

No lado das quedas, destacaram-se os recuos do leite longa vida (-7,93%), do arroz (-2,02%) e do café moído (-1,22%). A alimentação fora do domicílio registou variação de 0,56% em janeiro, com as altas do lanche (0,77%) e da refeição (0,44%).

Transportes –
Após alta de 0,69% em dezembro, o grupo Transportes apresentou queda de 0,13% em janeiro, sob influência da passagem aérea, que caiu 8,92%. No lado das altas, os combustíveis subiram 1,25% com as variações de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel.

Habitação –
O grupo Habitação apresentou queda de 0,26% em janeiro, após alta de 0,17% em dezembro. A conta de luz recuou 2,91%, sendo o preço que mais puxou a média da inflação do mês para baixo – impacto de -1,2 ponto percentual (p.p.). 

A explicação está na mudança da bandeira tarifária, determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou de amarela para verde. 

Em dezembro estava em vigor a bandeira amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos. Já em janeiro, a verde não tem custo adicional para os consumidores. 

Saúde – O grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou o maior impacto (0,11 p.p.) e a maior variação 0,81% no resultado de janeiro, após o recuo de 0,01% de dezembro. Os destaques ficam com os artigos de higiene pessoal que subiram 1,38% (0,05 p.p. de impacto) ante a queda de 0,78% de dezembro, e o plano de saúde, com 0,49% de variação e 0,02 p.p. de impacto.

Grupos – Dois dos nove grupos de produtos e serviços que integram o IPCA-15 registraram queda em janeiro. As deflações ocorreram em Habitação (redução de 0,26% e impacto de -0,04 ponto percentual) e Transportes (baixa de 0,13% e contribuição de -0,03 p.p. para a alta de 0,20%).

Os aumentos foram registrados em Artigos de residência (alta de 0,43% e impacto de 0,02 ponto percentual), Saúde e cuidados pessoais (0,81% e contribuição de 0,11 ponto), Comunicação (0,73% e impacto de 0,03 p;.p.),  Vestuário (0,28% e 0,01 ponto), Despesas pessoais (0,28% e 0,03 p.p.), Alimentação e bebidas (alta de 0,31% e impacto de 0,07 ponto percentual) e Educação (0,05%, sem impacto).

IPCA cheio –
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – indexador oficial – fechou dezembro em alta de 0,33%. A taxa em doze meses ficou em 4,26%, segundo o IBGE, 0,24 ponto percentual abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. A inflação acumulada não pode superar esse patamar por seis meses consecutivos. O centro é de 3,00%.

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