Projeto foi enviado para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp); novo valor é 15,61% maior que o piso nacional
O governo do Estado enviou na terça-feira, 28 de abril, para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), projeto de lei que estabelece o novo salário mínimo estadual. O piso paulista deverá chegar a R$ 1.874 em 2026, com aumento nominal de 3,88% sobre o do ano passado, de R$ 1.804. São R$ 70 a mais. Em relação aos R$ 1.284 de 2022, o acréscimo chega a R$ 590, alta de 45,95%.
Com a nova proposta, o valor do salário mínimo paulista será 15,61% maior em relação ao atual piso nacional de R$ 1.621. A diferença de R$ 253 representa um diferencial que reflete o impacto positivo da política paulista de proteção à renda.
Com valor 45,95% acima do piso estadual de 2022, o salário mínimo paulista garantiu desempenho melhor que o nacional, que teve aumento nominal de 33,75% no mesmo intervalo. Na época, o piso no Brasil era de R$ 1.212. São R$ 409 a mais. O paulista mais que dobrou em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que foi de 19,5% no período.
O mínimo paulista atual, de R$ 1.804, representa aumento de 10% em relação ao piso anterior (2024), de R$ 1.640, aporte de R$ 164. Também é 11,29% superior ao mínimo nacional, fixado atualmente em R$ 1.621. São R$ 183 a mais. Em relação aos R$ 1.518 de 2025, é 18,84% superior, R$ 286 a mais
O piso paulista contempla 76 categorias profissionais. No ano passado, o projeto de lei número 411/2025 alterou o artigo 1º da lei nº 12.640, de julho de 2007, que estabeleceu os valores mínimos para categorias que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo.
Por meio de uma emenda, os deputados incluíram os cuidadores de pessoas com deficiência entre as categorias abrangidas pelo mínimo estadual e unificou o valor pago a cerca de 70 classes profissionais. Em 2023, a Alesp também incluiu os cuidadores de idosos.
Em 2026, no entanto, o reajuste de 3,88% está 0,11 ponto percentual acima do INPC dos últimos doze meses até março, mas 0,02 p.p. abaixo dos 3,90% de 2025, que serve de base de comparação, quebrando uma sequência de três anos consecutivos em que a correção do piso paulista ficou acima da inflação acumulada no período.
A proposta também é 0,38 ponto percentual inferior à inflação oficial acumulada no último ano (4,26%), segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e ao acumulado em doze meses até março, de 4,14%, diferença de 0,26 p.p., segundo o IBGE.
Criado em 2007, o piso estadual permite que trabalhadores paulistas recebam remunerações acima do salário mínimo nacional. Os valores propostos pelo governo do Estado levam em conta as condições de demanda de mão-de-obra e custo de vida em São Paulo, incorporando especificidades do mercado de trabalho local.

