IPCA-15 acumula aumento de 4,37% em doze meses e 2,39% até de janeiro a abril; oitavo mês seguido de inflação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 – prévia da inflação oficial no país – acelerou de 0,44% em março para 0,89% em abril, 0,45 ponto percentual acima, voltando ao patamar de fevereiro (0,84%). Está 0,46 p.p. acima do 0,43% do quarto mês do ano passado.
Já são oito meses seguidos de inflação no país. A taxa este mês é a mais alta desde o 1,23% de fevereiro do ano passado. Para meses de abril, é a mais elevada desde o índice de 1,73% de 2022, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, dia 28.
Encerrou janeiro com taxa de 0,20%, após altas de 0,25% em dezembro, 0,20% em novembro, de 0,18% em outubro e de 0,48% em setembro. Registrou deflação de 0,14% em agosto, a única do ano passado. Houve aumento de 0,33% em julho, 0,26% em junho, 0,36% em maio, 0,43% em abril, 0,64% em março, 1,23% em fevereiro e 0,20% em janeiro.
Com o resultado, a taxa em doze meses saltou de 3,90% até março para 4,37% até abril – resultado mais alto desde dezembro de 2025, quando estava em 4,41% –, elevação de 0,47 ponto percentual. Está 0,13 p.p. abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), de 4,50%. O centro é de 3,00%. Era de 4,50% até janeiro e 4,10% até fevereiro. Fechou abril de 2025 em 5,49%.
No acumulado do primeiro quadrimestre, avança 2,39%, aporte de 0.90% ponto percentual em relação à inflação de 1,49% até março e 0,04 p.p. abaixo dos 2,43% do mesmo período do ano passado. Era de 1,04% até fevereiro, segundo a divulgação do IBGE.
Grupos – Todos os nove grupos registraram inflação em abril, em sete houve aceleração em relação a março, um ficou estável e ocorreu uma queda. Destacam-se Alimentação e bebidas, com a maior variação (saltou de 0,88% em março para 1,46%) e impacto de 0,31 ponto percentual, seguido de Transportes (passou de 0,21% para 1,34%, contribuição de 0,27 p.p.). Juntos os dois respondem por 65% do índice do mês.
Saúde e cuidados pessoais (passou de 0,36% para 0,93%,impacto d e 0,13 p.p.) teve a terceira maior influência no resultado geral. Vestuário subiu de 0,47% para 0,76% (impacto de 0,04 ponto percentual) e Artigos de residência avançou de 0,37% para 0,48% (0,02 ponto de contribuição para o IPCA-15).
Habitação passou de 0,24% em março para 0,42% em abril (impacto de 0,07 ponto percentual para o IPCA-15), Comunicação subiu de 0,03% para 0,48% (0,02 p.p.), Educação ficou estável (0,05%, sem impacto) e Despesas pessoais recuou de 0,82% para 0,32% (contribuição de 0,03 ponto percentual), segundo o IBGE.

Alimentação – No grupo Alimentação e bebidas (alta de 1,46% e impacto de 0,31 ponto percentual), a alimentação no domicílio acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Contribuíram para esse resultado as altas da cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%).
No lado das quedas sobressaem a maçã (-4,76%) e o café moído (-1,58%). A alimentação fora do domicílio (0,70%) acelerou em relação ao mês de março (0,35%), em virtude da alta do lanche (0,87%) e da refeição (0,65%), que haviam registrado, em março, altas de 0,50% e 0,31%, respectivamente.
Transporte – A alta de 6,06% nos preços dos combustíveis puxou a elevação de custos com transportes em abril. A gasolina aumentou 6,23%, o principal impacto individual da inflação do mês, 0,32 ponto percentual. O óleo diesel subiu 16,00%, terceira maior pressão inflacionária, 0,04 p.p..
O etanol avançou 2,17%, e o gás veicular recuou 1,55%. O grupo Transportes passou de alta de 0,21% em março para uma elevação de 1,34% em abril, contribuição de 0,27 ponto percentual para a inflação neste mês. Já a passagem aérea recuou 14,32% em abril, maior alívio sobre o IPCA-15 do mês, -0,12 ponto percentual.
Saúde – Os gastos das famílias brasileiras com Saúde e cuidados pessoais passaram de elevação de 0,36% em março para alta de 0,93% em abril, com contribuição de 0,13 ponto percentual. As maiores pressões partiram dos itens de higiene pessoal (1,32%), produtos farmacêuticos (1,16%, após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril) e plano de saúde (0,49%).
Habitação – Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de elevação de 0,24% em março para uma alta de 0,42% em abril, contribuição de 0,07 ponto percentual para o IPCA-15 deste mês. A energia elétrica residencial subiu 0,68% em abril. “No mês, manteve-se a bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores”, lembrou o IBGE.
IPCA cheio – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo fechou março com alta de 0,88%. No trimestre, está em 1,9/2%, e o acumulado em doze chegou a 4,14% até o mês passado, 0,36 ponto percentual abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. O centro da meta é de 3,00%.

