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Combustíveis sofrem reajuste nas bombas

Alfredo Risk Combustíveis já estão mais caros nas bombas de Ribeirão Preto

Petrobras já está “limitando fornecimento” do diesel , que abastece 99% da frota de caminhões do país; gasolina subiu  R$ 0,50/litro e etano, R$ 0,10

A Central de Monitoramento da Associação Núcleo Postos de Ribeirão Preto, que reúne 85 revendedores da cidade e região, apurou que nos últimos dez dias – desde que começou o conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, no Oriente Médio – o preço do litro de diesel já acumula aumento médio que supera R$ 1,00 das distribuidoras para os postos.

Na gasolina, a alta média acumulada é de mais de R$ 0,50 por litro no mesmo período. Nesta segunda-fera, 9 de março, o mercado já apresentava os impactos dessa elevação de preços nas bombas. Desde a semana passada os postos estão tendo dificuldade em comprar combustíveis fósseis das distribuidoras. 

Por sua vez, as distribuidoras alegam estar havendo limitação de volume no fornecimento de combustíveis por parte da Petrobras. “Ainda não sabemos se é apenas uma estratégia de preço das distribuidoras, uma limitação de fornecimento para não faltar diesel e gasolina no mercado ou se já vivemos, na prática, o início de um ‘racionamento”, afirma Fernando Roca, presidente da entidade.

“Vale dizer que o diesel abastece 99% da frota de caminhões do país. O cenário é incerto e preocupante, e não sabemos quanto tempo vai durar”, emenda. Outro ponto relevante é que o Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, por onde são escoados cerca de 20% do petróleo que abastece o mercado global, continua fechado pelas Forças Armadas do Irã que bombardearam refinarias de países vizinhos.

Cotação e defasagem – Nesta segunda-feira, a cotação do barril de petróleo brench no mercado internacional chegou a bater em US$ 120, praticamente o dobro do preço de dez dias atrás (US$ 61). O diesel em Ribeirão Preto está sendo vendido entre R$ 6,59 e R$ 6,99. Já o litro da gasolina varia de R$ 6,49 a R$ 6,79.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem entre os preços praticados no Brasil e os do mercado internacional, alcançou 78% (principais polos) e -85% (polos da Petrobras) para o diesel, que equivale a R$ 2,74/litro.

Já a gasolina atingiu -46% (principais polos) e -49% (polos da Petrobras), que equivale a R$ 1,22/litro. De acordo com Roca, “Por enquanto a Petrobras não anunciou oficialmente nenhum reajuste de preços para o diesel e a gasolina. Resta saber até quando a estatal vai aguentar a pressão do mercado externo”, observa o presidente.

Etanol – A alta de preços do diesel e da gasolina já fez aumentar a procura por etanol, nos postos. Nos últimos dez dias, o álcool combustível já sofreu aumento médio de R$ 0,10 por litro, das distribuidoras para os postos, e é provável que essa tendência continue. 

O Centro-Sul está na entressafra da cana-de-açúcar, período em que as usinas param de produzir etanol para manutenção de equipamentos. Ontem, o litro do produto já estava sendo vendido entre R$ 4,49 e R$ 4,69 em Ribeirão Preto. “A última safra registrou baixa na produção do biocombustível”, diz Roca.

“E os atuais estoques reguladores precisam suprir, ao mesmo tempo, a adição oficial de 30% de etanol no litro de gasolina e a demanda dos consumidores nos postos. Não tem como o atual cenário não causar um efeito cascata de preços junto ao setor produtivo nacional. Sem falar na pressão inflacionária que tende a impactar na taxa Selic e em outras variáveis da economia”, destaca Roca.

Usinas – Na semana passada, entre 28 de fevereiro e 6 de março, o preço do álcool combustível disparou 3,13% nas usinas paulistas após quatro quedas seguidas, de 3,33%, 2,52%, 0,96% e 1,26%. O valor do hidratado está acima de R$ 2,90, mas “encostou” nos R$ 3,90 no final de 2021. Agora, passou de R$ 2,8462 para R$ 2,9352 por litro.

Já o valor do anidro – adicionado à gasolina em até 27% – está acima de R$ 3,25. Avançou 1,49% após quedas de 3,84%, 1,69% e 2,26% e alta de 0,51%. Agora, passou de R$ 3,2256 o litro para R$ 3,273 em média. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

Pesquisa – Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada entre 1º e 7 de março, o litro do etanol é negociado por R$ 4,47 (mínimo de R$ 4,09 e máximo de R$ 4,77). Já a gasolina vendida em Ribeirão Preto custa, em média, R$ 6,33 (mínimo de R$ 5,99 e máximo de R$ 6,69). O do diesel sai por R$ 6,02 (piso de R$ 5,74 e teto de R$ 6,49).

A paridade estava em 70,62%. Deixou de ser vantajoso abastecer com álcool porque esta relação supera 70%. A gasolina aditivada sai por R$ 6,46 (mínimo


Valores médios:   Ribeirão Preto
Gasolina:
R$ 6,33
Gasolina aditivada: R$ 6,46
Etanol:
R$ 4,47
Diesel: R$ 6,02
Diesel S10: R$ 6,11
Período: de 1º a 7 de março

Fonte: ANP

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