Tribuna Ribeirão
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Liberdade ainda que seja tarde

Sérgio Roxo da Fonseca *
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Taís Roxo Fonseca *
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A história da Europa revela a grande influência dos povos asiáticos. Digamos assim porque depois deles, os europeus passaram a exibir a sua força principalmente após a descoberta dos países americanos que, na época, acreditavam que ali nascia a Ásia. Vale o esforço para viajar um pouco pelos países daquela época. Pelo menos de uma ligeira leitura.

Os portugueses conseguiram viajar por todo lado, chegando a atingir as águas geladas do norte europeu para pescar o ‘bacalhau’. Há textos comprovando que chegaram à América antes de Cristóvão Colombo.

Esses portugueses atingiram o sul da África, alcançando a Ásia onde compravam peças de porcelana, preparadas pelos chineses que eram vendidas para os europeus. Os desenhos contidos nas peças eram borrados. Os borrões eram objetos das severas reclamações dos adquirentes. Ninguém queria porcelana borrada!

Tantas eram as reclamações que os chineses aprenderam a preparar as peças de porcelana sem vestígio de nenhum borrão. Os  europeus adquiriram as peças novas e atiraram as borradas no lixo. Nos nossos dias as peças borradas valem muito mais do que as não borradas.

Os asiáticos conseguiram atravessar todo o norte da África, dali, com um pequeno esforço, navegaram o mar Mediterrâneo, alcançando  a Europa na região onde hoje se encontram Portugal e Espanha. Antes das grandes navegações realizadas por Portugal e Espanha os povos que ali viviam valiam-se da organização latina, estruturada por Roma, após a instalação das grafias gregas.

Os árabes, após longas caminhadas pelo norte da África, conseguiram atravessar o canal da Mancha,instalando-se anarquicamente por todo o sul de Portugal e Espanha.

Os árabes transmitiram para Portugal e Espanha muito da sua linguagem, especialmente utilizando o artigo “al”: alface, alpendre, almanaque, etc.

E grandes filósofos como Sêneca e Averrois, entre outros, surgiram na Europa.

Mas a grande contribuição que os árabes deram para a grafia ocidental foram os números. Os cidadãos da península ibérica, até então, usavam os infindáveis números do algarismo romano.

Os árabes ensinaram que toda a numeração está contida entre o “zero” e o “nove”, ou seja, a numeração decimal. Todos os números do mundo estão contidos entre o zero e o nove. Os europeus resistiram à novidade. Os árabes admitiram que o sistema novo não era de sua criação, mas, sim, da Índia.

Os árabes ainda introduziram notáveis filósofos no mundo latino.

A liberdade dos homens civilizados foi revelada  pela ”humanidade”. Até hoje!

* Advogado, professor livre docente aposentado da Unesp, doutor, procurador de Justiça aposentado, e membro da Academia Ribeirãopretana de Letras

** Advogada          

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