Por: Adalberto Luque
Um motociclista ficou ferido, na noite desta quarta-feira (18), após sofrer um acidente de trânsito. A colisão envolveu a moto e um carro e ocorreu ao lado da Rodovia José Fregonezi (SP-328), altura do km 307, em Bonfim Paulista, zona Sul de Ribeirão Preto.
De acordo com a concessionária Arteris ViaPaulista, o acidente registrado na noite desta quarta-feira (18), na Rodovia José Fregonezi (SP-328), no km 306+990, foi provocado por uma conversão irregular realizada por um veículo ao tentar acessar um posto de combustível.
“A manobra caracteriza imprudência e desrespeito às normas de trânsito, especialmente porque o trecho possui faixa contínua, que proíbe a conversão. Além disso, não havia qualquer adversidade ou problema estrutural”, informou a concessionária em nota.
A Arteris ViaPaulista acrescentou que, embora tenha sido acionada e prestado atendimento, o acidente ocorreu no trecho fora de sua responsabilidade, que se estende até o 306+820.
Acidente fatal
O trecho onde ocorreu a colisão entre carro e moto é próximo ao local onde, em 1º de janeiro deste ano, Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, e sua mãe Eliene de Santana Maia, de 33 anos, foram atropelados por um carro conduzido pelo músico Gustavo Perissoto de Oliveira, de 25 anos.

O condutor foi embora sem prestar socorro. A defesa alega que ele não teria visto que atropelou duas pessoas, pois se distraiu mexendo na central multimídia do carro, que era alugado. Também disse que o condutor não ingeriu bebidas alcóolicas antes do acidente, se apresentou assim que soube que atropelou duas pessoas – o motorista acreditava ter colidido com o carro contra a defensa metálica – e está colaborando com as investigações.
Guilherme e sua mãe foram socorridos e internados no Hospital das Clínicas – Unidade de Emergência (HC-UE), no Centro de Ribeirão Preto. O menino morreu no dia 4 de janeiro. A mãe ficou internada e só recebeu alta em 19 de janeiro, usando cadeira de rodas.

Ela, o filho e o marido Albertino da Silva Filho, tinham vindo de São Paulo para Ribeirão Preto há um ano, à procura de uma vida melhor. O casal voltou a morar em São Paulo e a recuperação da mulher deve ser longa. Mesmo após várias cirurgias e fisioterapia, Eliene não consegue andar e só se levanta da cama com ajuda. O inquérito ainda não foi concluído. A Polícia Civil aguarda alguns laudos que serão elaborados pelo Instituto de Criminalística.

