Por: Adalberto Luque -e Alfredo Risk
Um homem foi preso, na madrugada desta segunda-feira (23), por latrocínio. Ele estava escondido em uma residência no bairro Campos Elíseos, zona Norte de Ribeirão Preto.
Segundo o delegado André Baldochi, que coordenou a ação, Thiago Daniel Freitas Garcia, de 23 anos, conhecido por “Oreia”, teria matado o idoso Reinaldo Luiz Gonçalves, de 64 anos, ao anunciar um assalto no Jardim Presidente Dutra, no dia 20 de fevereiro.

O suspeito chega a um bar de moto, com mochila de entregador às costas. Para e vai na direção de Gonçalves, anunciando o assalto e exigindo suas joias de ouro. O idoso reage, empunhando uma cadeira e vai na direção do assaltante.
“Oreia” teria disparado contra o homem, que morreu antes que pudesse ser socorrido. Depois fugiu do local. A prisão ocorreu no âmbito da segunda fase da Operação Brilho Fatal.
“Oreia” foi preso por latrocínio. Encaminhado para uma unidade prisional, ficou à disposição da Justiça. A reportagem não localizou sua defesa.
Organização Criminosa
A operação foi realizada para combater uma organização criminosa especializada no roubo de joias de ouro. A primeira fase foi realizada no dia 16 de março, quando pai e filho foram presos em uma ação realizada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), ambos da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Ribeirão Preto.
Bruno Rafael Ricci, de 40 anos, e seu filho Raphael Lucas Ricci, de 21 anos, integram uma organização criminosa que pratica assaltos a mão armada visando roubar joias das vítimas. Os dois teriam ligação em pelo menos quatro roubos na cidade.

Os dois cediam as motocicletas e armas usadas na ação, terceirizando os roubos. Depois, segundo Baldochi, eles mesmos compravam as joias roubadas por um preço bem abaixo do mercado e revendiam para outros receptadores, obtendo aí altos lucros com a ação criminosa.
As prisões de pai e filho ocorreram no Jardim Ouro Branco, zona Leste e no Ipiranga, zona Norte. Nas residências foram apreendidas nove motos, algumas de altas cilindradas, além de um veículo de luxo. Boa parte das motos era produto de furto ou roubo.
Além disso, os policiais apreenderam grande quantidade de dinheiro em cédulas, joias e armas. Os dois forneciam ainda um mapeamento de possíveis vítimas e são investigados por lavagem de dinheiro, além de já responderem por sete roubos, um latrocínio e organização criminosa.
Raphael Ricci, de 21 anos, também conhecido por Nenê do Grau, tem um perfil em redes sociais com mais de 19 mil seguidores, onde aparece empinando motos, na manobra conhecida por “grau”. Há ainda um vídeo que mostra ele chegando em um carro de luxo e comprando uma moto avaliada em mais de R$ 70 mil.
As investigações prosseguem. O delegado pretende identificar outros integrantes da organização e confirmar se há outras vítimas da organização criminosa.

