Tribuna Ribeirão
Economia

Emprego formal dispara em Ribeirão

Marcelo Camargo/Ag.Br. Economia de Ribeirão Preto fechou fevereiro com superávit de 2.192 empregos com carteira assinada criados, fruto de 14.419 admissões e 12.227 demissões

Ribeirão Preto registrou superávit de 2.192 vagas em fevereiro, após superávit de 771 empregos criados e,m janeiro; recua no bimestre em relação a 2025

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os números do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) de fevereiro. A economia de Ribeirão Preto registrou superávit pela segunda vez no ano, após déficit monstro em dezembro que interrompeu sequência de seis altas consecutivas. Foram dez resultados positivos e dois negativos em 2025.

Em fevereiro, o superávit foi de 2.192 empregos com carteira assinada criados, fruto de 14.419 admissões e 12.227 demissões. Avançou 184,31% em relação aos 771 postos criados e janeiro – 13.277 contratações e 12.506 rescisões –, aporte de 1.421 novas vagas. Os dados são revisados mensalmente.

Porém, recuou 11,04% em comparação com fevereiro de 2025, quando o superávit foi de 2.464 trabalhadores contratados – 15.146 admissões e 12.682 demissões. São 272 vagas com carteira assinada a menos, indica o Ministério do Trabalho.

Fechou o primeiro bimestre com saldo de 2.963 novas vagas – 27.696 contratações e 24.733 rescisões –, contra 3.472 do mesmo período do ano passado (28.753 carteiras assinadas e 25.281 dispensas), queda de 14,66% e 509 postos a menos. Nos últimos doze meses, contratou 153.807 pessoas e demitiu 150.560, saldo de 3.247

Fevereiro de 2025 obteve o melhor saldo desde as 2.732 novas vagas de novembro de 2020 (foram 10.197 admissões e 7.465 demissões). O pior resultado da década pertence ao mês de abril do primeiro ano de pandemia, com déficit de 5.667 postos fechados (3.870 contratações e 9.537 rescisões).

No ano passado, também registrou superávit em janeiro (1.008), março (373), abril (893), junho (274), julho (354), agosto (203), setembro (706), outubro (307) e novembro (366) e déficit em maio (-83) e dezembro (-3.109). Ribeirão Preto terminou 2025 com saldo positivo de 3.756 novas carteiras de trabalho assinadas (dados revisados, 154.864 contratações e 151.108 rescisões).

Ficou 44,22% abaixo do superávit de 6.734 novas carteiras de trabalho assinadas do ano e anterior (152.070 contratações e 145.336 rescisões), 2.978 a menos. O saldo de 2024 é 10,50% superior ao de 6.094 empregos formais de 2023 (135.956 admissões e 129.862 demissões), 640 a mais.

Em 2025 – No ano passado, o superávit de 3.756 novas vagas de Ribeirão Preto foi o 48º melhor. Em 2024 havia ficado em 36º. Terminou 2025 em 11º lugar no estado. Em dezembro, porém, o déficit de 3.109 empregos fechados colocou a cidade no 5.549º lugar entre 5.570 municípios do país e em 637º entre 645 localidades paulistas

Em 2022, o saldo foi de 11.766 trabalhadores contratados, resultado de 133.809 admissões e 122.043 demissões. O saldo de 14.412 empregos formais de 2021 (com 119.722 contratações e 105.310 rescisões) é o melhor resultado anual desde 2010, quando foi de 14.352 novos postos de trabalho – fruto de 109.136 contratações e 94.784 rescisões, de acordo com as informações do Ministério do Trabalho e Emprego.

Quatro setores fecham no azul
Segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, em Ribeirão Preto, quatro das cinco principais atividades econômicas da cidade fecharam fevereiro com superávit de vagas de emprego formal – comércio, serviços, indústria e construção civil. Apenas a agropecuária demitiu mais do que contratou.

O comércio fechou fevereiro com saldo de 47 postos de trabalho abertos, fruto de 3.486 admissões e 3.439 demissões. No primeiro bimestre, contratou 6.871 e demitiu 7.179, déficit de 308 vagas. No ano passado, contratou 43.608 e demitiu 42.863, superávit de 745. Em 2024, contratou 44.249 e dispensou 41.417, superávit de 2.832.

O setor de serviços registrou 8.504 contratações e 6.789 rescisões em fevereiro, superávit de 1.715 empregos formais abertos. No primeiro bimestre, contratou 15.788 e demitiu 13.645, saldo de 2.143 vagas. Em 2025, contratou 86.410 e demitiu 84.156, superávit de 2.254. De janeiro a dezembro de 2024, contratou 83.915 e dispensou 81.250, superávit de 2.665.

A construção civil fechou fevereiro com superávit de 190 carteiras assinadas, fruto de 1.085 admissões e 895 demissões. No primeiro bimestre, contratou 2.431 e demitiu 1.759, déficit de 672 vagas. No ano passado, contratou 11.354 e demitiu 11.370, déficit de 16. Em 2024, contratou 11.173 e dispensou 10.753, superávit de 420.

A indústria admitiu 1.277 trabalhadores e demitiu 1.033 em fevereiro, com superávit de 244 empregos formais abertos. No primeiro bimestre, contratou 2.473 e demitiu 2.019, déficit de 454 vagas. No ano passado, contratou 12.742 e demitiu 11.985, superávit de 757. Em 2024, contratou 11.965 e dispensou 11.269, superávit de 696.

A agropecuária admitiu 67 funcionários e dispensou outros 71, déficit de quatro postos a menos em fevereiro. No primeiro bimestre, contratou 133 e demitiu 131, superávit de duas vagas. No ano passado, contratou 750 e demitiu 734, saldo positivo de 16. Em 2024, contratou 768 e dispensou 647, superávit de 121.

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