Tribuna Ribeirão
Economia

Etanol cai 7,01% nas usinas

Marcelo Camargo/Ag.Br.
Consumidor espera que a queda de preços nas usinas chegue às bombas

Consumidor espera que essa redução chegue às bombas; valor dolitro sai das usinas a R$ 2,5920

Na semana passada, o preço do álcool combustível despencou pela quarta vez seguida nas usinas paulistas. A queda de 7,01% veio após baixas de 3,47%, 2,11% e 0,38% nos períodos anteriores, neste início da safra da cana-de-açúcar. O valor do hidratado está abaixo de R$ 2,60, mas “encostou” nos R$ 3,90 no final de 2021. Agora, passou de R$ 2,7873 para R$ 2,5920 por litro. O consumidor espera que essa redução chegue às bombas.

O valor do anidro – adicionado à gasolina em até 27% – está abaixo de R$ 3,00. Desabou 7,3% após quedas de 3,47% e 0,48% nas semanas anteriores. Agora, passou de R$ 3,1948 o litro para R$ 2,9575 em média. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

A guerra no Oriente Médio completará dois meses daqui a uma semana. No aniversário de um mês, em 28 de março, a Central de Monitoramento  da Associação Núcleo Postos de Ribeirão Preto e Região, que reúne 85 revendedores, apurou que, ao longo desse período, o litro de diesel teve um aumento médio acumulado de 24% e o litro de gasolina uma alta média de 14%, nos preços praticados das distribuidoras para os postos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou março em alta de 0,88%. O avanço foi puxado pelos preços dos grupos Transportes e Alimentação e bebidas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acumulado em doze meses está em 4,14%. No ano, chegou a 1,92% no primeiro trimestre.

Em 14 de março, a Petrobras reajustou em 11,6% o preço do combustível fóssil. Passou a custar R$ 3,65 por litro nas unidades da estatal, aumento de R$ 0,38 por litro após 312 dias de preço congelado.  O aumento para a sociedade seria de R$ 0,06 por litro.

Em Ribeirão Preto, o reajuste foi bem superior ao anunciado pela petrolífera estatal e o litro do diesel, que estava sendo vendido por R$ 6,59 nos postos bandeirados, saltou para R$ 7,69, acréscimo de R$ 1,10, bem acima do reajuste de R$ 0,06 projetado pela Petrobras, alta de 16,69%.

Nos sem-bandeira, saltou de R$ 6,99 para R$ 7,79, aporte de R$ 0,80 e aumento de 11,44%. O litro da gasolina custa, respectivamente, R$ 6,99 e R$ 6,89, em média. Antes, eram vendidos, respectivamente, por R$ 6,79 e R$ 6,49, aportes de R$ 0,20 e R$ 0,40, altas de 2,95% e 6,16%. O etanol ainda é vendido a R$ 4,49 nos sem-bandeira, mas passou de R$ 4,69 para R$ 4,79 nos bandeirados, acréscimo de R$ 0,10 e avanço de 2,13.

No início deste mês, o governo federal anunciou uma bateria de medidas com o objetivo de limitar o aumento dos preços de combustíveis, diante da disparada do petróleo no mercado internacional com os conflitos no Oriente Médio. As ações incluem duas novas subvenções para o diesel e uma para as importações de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Conforme esperado, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou uma subvenção de R$ 1,20 por litro de óleo diesel importado. Esse subsídio se soma aos R$ 0,32 por litro que estão em vigor desde 12 de março. O objetivo é evitar o desabastecimento do combustível, já que os preços domésticos estão abaixo dos praticados no mercado internacional.

Assim como já havia sido anunciado pela equipe econômica, essa subvenção terá custo de R$ 4 bilhões por dois meses. A União vai arcar com R$ 2 bilhões, e os Estados e o Distrito Federal, com outros R$ 2 bilhões.

Também foi anunciada uma nova subvenção, de R$ 0,80 por litro, para o diesel produzido no Brasil. Igualmente, essa subvenção se soma aos R$ 0,32 por litro que já estavam em vigor. O custo estimado é de R$ 3 bilhões por mês, a ser arcado integralmente pelo governo federal.

Essa subvenção dura por dois meses, podendo ser prorrogada por igual período. Como contrapartida, os produtores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor.

O Executivo anunciou também a isenção de PIS e Cofins sobre o biodiesel, com o objetivo de reduzir os preços do diesel nas bombas em até R$ 0,02 por litro. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, disse que o aumento da arrecadação com o Imposto de Exportação sobre o óleo diesel será “suficiente” para equilibrar as subvenções concedidas sobre combustíveis.

Ele afirmou que o impacto da subvenção para os produtores nacionais, de R$ 0,80 no preço do litro do diesel, será de R$ 6 bilhões. O novo benefício para os importadores de diesel será de R$ 2 bilhões para a União (os Estados vão arcar com outros R$ 2 bilhões) e a subvenção inicial, de R$ 2 bilhões.

Pesquisa – Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada entre 22 e 28 de março, o litro do etanol é negociado por R$ 4,62 (mínimo de R$ 4,25 e máximo de R$ 4,99). Já a gasolina vendida em Ribeirão Preto custa, em média, R$ 6,82 (mínimo de R$ 6,35 e máximo de R$ 7,19).

O do diesel sai por R$ 7,77 (piso de R$ 7,49 e teto de R$ 7,99). Na semana passada, o álcool saía por R$ 4,64 e os derivados de petróleo eram encontrados, em média por R$ 6,64 e R$ 767, respectivamente. A paridade entre etanol e gasolina estava em 67,74%. 

Voltou a ser vantajoso abastecer com álcool porque esta relação supera 70%. A gasolina aditivada sai por R$ 6,93 (mínimo de R$ 6,69 e máximo de R$ 7,19). O litro do diesel S-10 é vendido, em média por R$ 7,69 (piso de R$ 6,99 e máximo de R$ 7,99).

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