As vendas do comércio varejista de Ribeirão Preto tiveram crescimento médio de 1,4% em março na comparação o mesmo período do ano passado, quando a alta foi de apenas 1%. O resultado em 2026 indica leve recuperação após quedas de 2,2% em janeiro e 1,7% em fevereiro no primeiro bimestre.
Já vinha de uma sequência de três baixas seguidas no final de 2025, de 0,7% em outubro (mês de Halloween e Dia das Crianças), 0,9% em novembro (Black Friday) e de 1,2% em dezembro, mês do Natal, a melhor data para do calendário do varejo nacional.
Antes, o setor vinha de crescimento de 3,5% em setembro, após sequência de duas baixas seguidas – houve retração de 0,9% em agosto e de 0,6% em julho, e depois de cinco altas consecutivas, com elevação de 1,5% em fevereiro, 1% em março e abril, 1,5% em maio e 1,7% em junho.
As vendas do comércio varejista de Ribeirão Preto tiveram crescimento médio de 4,3% no acumulado de 2025 em comparação com o ano anterior – o setor encerrou 2024 com crescimento de 6,54%, ante elevação de apenas 0,72% em 2023 e ganho de 5,01% em 2022.
Apesar do resultado positivo, os negócios ficaram abaixo da alta média de 6,54% registrada em 2024 frente ao ano anterior, aponta levantamento do Centro de Pesquisas do Varejo (CPV), mantido por Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão e Região (Sincovarp) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL RP).
Segundo Diego Galli Alberto, economista, pesquisador e coordenador do CPV, o resultado de março “traz um certo respiro ao setor lojista, que começou 2026 com quedas nas vendas de janeiro (-2,2%) e de fevereiro (-1,7%), em relação ao ano anterior.”
“Além disso, ajuda a consolidar o Dia do Consumidor (15) como data sazonal importante no calendário varejista até porque permite que os empreendedores trabalhem diferentes recortes como o ‘mês do consumidor’ e a ‘semana do consumidor’, ampliando possibilidades”, analisa.
Empregabilidade – Em março, a variação entre vagas abertas e fechadas no comércio varejista ribeirão-pretano ficou em patamar de estabilidade. Em fevereiro, a variação foi negativa em -0,8%.
Índice de Confiança – Considerando uma escala de 1 a 5 pontos, em que 1 significa “muito pessimista” e 5 “muito otimista”, o Índice de Confiança Sincovarp/CDL de curto prazo (considerando os três meses seguintes) registrou média de 2,2 pontos, em março, ante a média de 2,3 pontos em fevereiro, classificado como pessimista.
Já o índice de longo prazo (considerando os doze meses seguintes), registrou média de 2,5 pontos, em março, mantendo o patamar de fevereiro que foi de iguais 2,5 pontos, classificado como de pessimista a regular, segundo o CPV/Sincovarp/CDL.
“O varejo, como um todo, vive uma fase complicada. O poder de compra do consumidor continua prejudicado na medida que a inflação voltou a crescer e a taxa de juros continua muito alta, em 14,50% a.a. (Copom/Banco Central), encarecendo o crédito. Os níveis de inadimplência e de endividamento das famílias também continuam altos e preocupantes. Os consumidores permanecem cautelosos, priorizando despesas mais essenciais”, destaca galli Alberto.
De olho em abril – Ainda segundo o economista, o mês de abril até tem potencial para manter o movimento de recuperação das vendas no comércio de Ribeirão Preto, ainda que com pouca intensidade. “São dois picos de demanda em abril. O de Páscoa já foi. Agora temos o de Agrishow. Esperamos uma alta média de até 1,5% nas vendas”, emenda.
“Os organizadores da feira estimam receber praticamente o mesmo público de 2025, ou seja, entre 197 mil e 200 mil pessoas, movimentando cerca de R$ 500 milhões na economia local/regional com aproximadamente 16 mil empregos diretos gerados. O Ribeirão Rodeo Music e outros eventos de entretenimento ajudam a atrair público da macrorregião”, finaliza Diego Galli Alberto.

