Pantera tem dependido de volante para marcar gols nos últimos jogos
Por Hugo Luque
O sofrimento do Botafogo no setor ofensivo ao longo das últimas rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro coincide com uma ausência importante. Autor de três gols em oito jogos pelo Pantera no ano e “descoberto” por Claudio Tencati como centroavante, Hygor é a esperança de dias melhores para a equipe na frente do gol.
O último jogo do atleta de 33 anos, que tomou o posto de Léo Gamalho durante o Campeonato Paulista, foi em 10 de abril, contra o Criciúma. Nos três jogos de lá para cá, a média de gols do Tricolor por partida caiu de 1,75 (número “inflacionado” pela goleada sobre o Fortaleza na estreia) para 1, o que incomoda o elenco.
Dos três tentos marcados no período sem Hygor, apenas um, de pênalti, foi marcado por um atacante, Luizão, contra o Cuiabá. Agora, a expectativa é do retorno da referência dentro da área no próximo compromisso, além da estreia de um reforço que ficou apenas no banco diante do Náutico.
“Não há dúvida que o Hygor é uma ausência grande. Foi um jogador contratado por ter esse perfil, não só ele como o Arthur Caike. O Hygor, pós-Criciúma, teve uma pequena lesão e está em processo de recuperação. Ele estava na fase de transição, mas houve uma fibrose. Não é uma segunda lesão, mas quando acontece essa lesão fica uma fibrose, e deu uma sangradinha de novo. Incomodou, e ele ficou fora do jogo. Contra o Novorizontino, talvez ele esteja à disposição”, disse Tencati, que explicou o motivo de adiado o primeiro jogo de Arthur Caike.
“O Arthur, quando chegou, não estava com problema de peso e estava com um bom nível de força, mas faltava a resistência. É normal, o cara estava parado há quatro meses e a gente optou por isso. A gente tinha a estimativa de tê-lo por 15 ou 20 minutos, mas como o [Guilherme] Queiroz também estava à disposição, decidimos retardar um pouco e melhorar a condição dele, assim tendo o Queiroz à disposição para entrar no jogo. Ele demonstrou que vai nos ajudar na sequência. Agregando ao Arthur e ao Hygor, aumenta o nosso poder de fogo.”
No entanto, se o ataque sofre com as lesões e a oscilação, um meio-campista tem segurado as pontas. Artilheiro desta Série B ao lado de Ronaldo Tavares, do Athletic-MG, Morelli tem cinco gols em sete jogos na competição. Além da cobrança de pênalti de Luizão, foram dele os outros dois tentos que o Botafogo anotou desde a lesão de Hygor.

