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Ribeirão Preto é a 16ª 
em qualidade de vida

Alfredo Risk/Arquivo
Ribeirão Preto, de 731.639 habitantes, é a 16ª em qualidade de vida e primeira colocada entre municípios com mais de 500 mil moradores, excluindo capitais 


Já Gavião Peixoto, próximo a Araraquara, obteve pela terceira vez consecutiva a melhor classificação entre todas as 5.570 cidades brasileiras

Ribeirão Preto é a 16ª cidade do país em qualidade de vida. A posição foi consolidada em levantamento do Índice de Progresso Social 2026, da IPS Brasil, divulgado nesta quarta-feira, 20 de maio, que envolve os 5.570 municípios brasileiros.  São 731.639 habitantes.

O levantamento aponta que Ribeirão Preto alcançou 70,80 pontos (em uma escala que vai de 0 a 100) na avaliação de três temas: “Necessidades humanas básicas”, “Fundamentos do bem-estar” e “Oportunidades”.  Já entre as cidades com mais de 500 mil habitantes – com exceção das capitais –, ficou em primeiro lugar.

Gavião Peixoto, próximo a Araraquara, obteve pela terceira vez consecutiva a melhor classificação entre todos os municípios brasileiros. A nota da cidade de 4,7 mil habitantes foi 73,10. Araraquara também aparece entre as 20 melhores do país. Ficou em 19º lugar, com nota.70,70.

O índice também revela que a qualidade de vida no Brasil é marcada por desigualdades persistentes. Entre as 20 cidades com melhores índices, 13 estão no Sudeste, sendo doze no Estado de São Paulo e uma em Minas Gerais. A segunda colocada é Jundiaí (71,80), seguida pelas também paulistas Oswaldo Cruz e Pompeia, empatadas com 71,76. Curitiba (PR) e Brasília (DF) são as únicas capitais nessa lista.

Já entre as 20 piores, 17 estão na região Norte, sendo dez no Pará. As outras três são de Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste), Maranhão (Nordeste) e Minas Gerais (Sudeste). Uiramutã, em Roraima, com nota 42,44, teve a pior pontuação. Jacareacanga (PA), Alto Alegre (RR) e Portel (PA) também repetiram a performance ruim.

Entre as capitais, Curitiba (PR) lidera outra vez o ranking nacional, com 71,29 pontos, seguida por Brasília (DF), São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG). Já Macapá (AP) e Porto Velho (RO) são as piores colocadas, sendo que a capital rondoniense teve a menor nota: 58,59.

A diferença entre a capital mais bem colocada e a última ultrapassa 12 pontos, evidenciando a variação nos níveis de progresso social entre as capitais brasileiras. “Apesar do bom desempenho das capitais, todas apresentam sérias dificuldades no componente de inclusão social, com altos índices de violência contra minorias, famílias em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça nas câmaras municipais”, diz Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.

O IPS também avalia o desempenho médio dos Estados brasileiros. Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina foram os mais bem colocados em progresso social. Na outra ponta estão: Pará, Maranhão e Acre, ocupando as últimas posições do ranking.

Considerando as regiões geográficas, o Distrito Federal lidera no Centro-Oeste, São Paulo no Sudeste e Santa Catarina no Sul, enquanto a Paraíba se destaca no Nordeste e Tocantins apresenta o melhor desempenho entre os Estados da região Norte.

O índice é desenvolvido por meio de uma parceria entre o Imazon, Fundação Avina, iniciativa Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative, sendo baseado exclusivamente em dados públicos e atualizado anualmente A ferramenta permite acompanhar tendências e apoiar o planejamento, a avaliação de políticas públicas e o direcionamento de investimentos sociais.

O que o IPS avalia? – O IPS Brasil 2026 mostra que o país alcançou pontuação média de 63,40, indicando uma evolução sutil em relação ao ano anterior. Entre as dimensões do índice, “Necessidades humanas básicas” apresentou o melhor desempenho, com média de 74,58, seguida por “Fundamentos do bem-estar”, com 68,81. Já a dimensão “Oportunidades” registrou o menor resultado, com 46,82, mantendo o padrão observado desde as edições anteriores.

Na análise dos doze componentes que compõem o índice, “Moradia” obteve a maior pontuação média (87,95), seguida por “Acesso à Informação e Comunicação” (79,81), que também apresentou o maior avanço porcentual em relação ao ano anterior. Em contrapartida, os piores resultados concentram-se na dimensão de “Oportunidades”, com destaque para “Direitos Individuais” (39,14), “Acesso à Educação Superior” (45,97) e “Inclusão Social” (47,22).

O componente de “Inclusão Social” mantém trajetória de queda desde 2024, refletindo desafios como a baixa representatividade de mulheres e pessoas negras nas câmaras municipais e os altos índices de violência contra minorias. Ao mesmo tempo, parte da região Nordeste apresenta desempenhos relativamente melhores nesse tema.

Os Estados da Amazônia Legal apresentam desempenho mais baixo no componente de “Qualidade do Meio Ambiente”, influenciados pelo desmatamento acumulado e pela concentração de emissões de gases de efeito estufa, segundo o estudo. Já o componente de “Saúde e Bem-estar” aponta fragilidades especialmente nas regiões Sul e Sudeste, associadas a taxas elevadas de obesidade, suicídio e mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis.

Riqueza – O IPS Brasil 2026 mostra que só o nível de riqueza não é suficiente para explicar a qualidade de vida nos municípios brasileiros. Um exemplo é o contraste entre Duque de Caxias (RJ), com 57,87 pontos no índice, e São Bernardo do Campo (SP), com 69,92, apesar de ambos apresentarem perfis econômicos, populacionais e territoriais semelhantes.

Os dados indicam que, especialmente entre municípios com PIB per capita inferior a R$ 100 mil, há grande variação nos resultados de progresso social. Ou seja, cidades com níveis semelhantes de renda podem apresentar desempenhos muito distintos em áreas como saúde, educação, segurança e inclusão social.

Tamanho também não diz tudo: o contraste entre Assis Brasil (AC) e Apiacá (ES) evidencia como municípios de porte semelhante podem ter trajetórias muito distintas em qualidade de vida. Enquanto Apiacá registra 63,60 pontos no IPS, Assis Brasil aparece com 52,25, uma diferença de mais de 10 pontos.

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