Mateus Maia (AE)
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quarta-feira, 20 de maio, ser contra a reforma da previdência porque esta sempre sobra para os trabalhadores pagarem a conta. Ele concede entrevista ao programa Bom dia, ministro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
“Ela vai tirar dinheiro do seu salário para você pagar mais. Ela vai fazer com que o tempo para se aposentar seja maior ou ela vai aumentar a alíquota, ou os três. Então, normalmente, é para você pagar essa conta”, disse se dirigindo aos trabalhadores.
Ele afirmou ainda que as pessoas falam com facilidade de reforma da previdência porque estão no “ar condicionado” e que as soluções deveriam vir de melhorar a produtividade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com revisões internas.
“Daqui a pouco a gente vai querer que a pessoa trabalhe até morrer. Eu sou contra a reforma. Eu acho que a gente tem que trabalhar para fazer com que cada vez menos necessite de reforma A gente atua dentro da Previdência Social”, declarou.
Fila do INSS – Na entrevista, Wolney Queiroz também afirmou que o objetivo do governo é zerar a fila do INSS até o fim do ano, deixando apenas o fluxo de cerca de 1,3 milhão de pedidos que chegam mensalmente
“Então o nosso desafio, a nossa tarefa é deixar essa fila abaixo de 1,3 milhão, ou seja, 1,3 milhão é só o fluxo do mês, não tem mais nada, e abaixo dos 45 dias. E nós estamos indo bem nessas duas categorias. Estamos na média. Estamos avançando bem. Estou querendo zerar essa fila até o final desse ano”, afirmou o ministro.
Wolney Queiroz afirmou que já foram ressarcidas 4,5 milhões de pessoas fraudadas com descontos indevidos no INSS. “Nós fizemos o ressarcimento de mais de 4,5 milhões de pensionistas e aposentados. Nunca na história do Brasil aconteceu isso, o governo devolvendo o dinheiro, procurando as pessoas”, afirmou.
Ele declarou que o governo tomou medidas para aumentar a segurança do INSS, mesmo sendo alvo de críticas por ter supostamente dificultado o acesso. “Nós só temos duas alternativas. Ou a gente facilita e acaba com a biometria e fica sujeito a fraudes, ou a gente restringe o acesso e aí fica um pouco mais difícil para o aposentado e o pensionista, mas garante que não haja fraudes. E é esse o objetivo que a gente tem de dar maior segurança”, completou.

