Balanço divulgado pelo novo painel do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito (Infosiga-SP) indica que o trânsito de Ribeirão Preto registrou 87 mortes no ano passado, 21 a menos que as 108 de 2024, queda de 19,44%.
Em quatro meses de 2026 já são 27 óbitos, cinco a menos que os 32 do primeiro quadrimestre de 2025, queda de 15,63%. Neste ano são seis em janeiro, quatro em fevereiro, sete em março e dez em abril, três a mais e alta de 42,86%.
Em comparação com os quatro de abril de 2025, são seis a mais, crescimento de 150%. Entre as vítimas estão 23 homens (85%) e quatro mulheres (15%). São 16 motociclistas (59%), nove pedestres (33%), um ciclista (4%) e uma pessoa que estava de carro. Vinte e três mortes ocorreram em vias municipais (85,2%) e quatro em rodovias dentro do perímetro urbano (14,8%).
Em 2025, ainda ocorreram oito em dezembro, três em novembro, oito em outubro, seis em setembro, oito em agosto, três em julho, sete mortes em junho, doze em maio, quatro em abril, dez em março, onze em fevereiro (recorde de 2025) e sete em janeiro. Encerrou o período anterior com 25 mortes a mais que os 83 óbitos de 2023, aumento de 30,12%.
A cidade também bateu o recorde histórico de 2022, quando 101 pessoas morreram nas vias do município. São sete a mais, aumento de 6,93% A taxa em doze meses – de março de 2025 a abril deste ano – está em 11,53 por 100 mil habitantes, acima dos 10,83 do mês anterior.
Este resultado fez Ribeirão Preto passar do 14º para o 13º lugar no ranking estadual de mortes no trânsito, com 82 óbitos no período. São Vicente lidera (taxa de 16,82), seguida por Piracicaba (16,24), São Bernardo do Campo (15,65), Taubaté (15,28), Praia Grande (15,17), e Franca (14,87).
O Movimento Paulista de Segurança no Trânsito considera uma população de 704.874 pessoas em Ribeirão Preto. O balanço anual mostra queda no total de óbitos registrados em 2023, em comparação com 2022. Foram 83 mortes nas ruas, avenidas, alamedas, viadutos e rodovias que cortam o município em 2023, ante 101 do mesmo período do ano anterior – pela primeira vez um placar centenário –, 18 a menos e queda de 17,82%.
Perfil – No ano passado, 47 vítimas estavam de motocicleta (54% do total), 13 de bicicleta (15%), onze eram pedestres (13%), nove estavam de carro (10%), três de caminhão (3%) e três dados não estão disponíveis (3%). Não há informações sobre um óbito. São 62 homens (71%) e 25 mulheres (29%). Em 2024, 61 vítimas estavam de motocicleta (57% do total), 74,29% acima dos 35 de 2023 (33,75% das mortes), 26 a mais.
No ano passado, 20 mortes ocorreram em rodovias dentro do perímetro urbano (23%), 56 em vias municipais (64,4%) e onze não têm identificação de local (12,6%). Trinta e duas mortes ocorreram em rodovias dentro do perímetro urbano (29,63%) em 2024.
Outras 62 foram registradas em vias municipais (57,41%) e 14 não têm identificação de local (12,96%), segundo o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito. A malha viária é composta por mais de 1,5 mil quilômetros de vias municipais e também de rodovias concedidas pelo Estado.

