Tribuna Ribeirão
Economia

Programa Desenrola pode tirar 7,8 
milhões da inadimplência

Joédson Alves/Ag.Br.
Segundo a Serasa, ao todo, cerca de 24 milhões de consumidores podem ser beneficiados pelas condições especiais de negociação oferecidas pela ação


A Serasa realizou um estudo inédito que projeta impacto potencial de até 9,6%, com cerca de 7,8 milhões de brasileiros podendo deixar a inadimplência até o encerramento do Novo Desenrola Brasil, iniciativa do governo federal para renegociação de dívidas de famílias, estudantes e pequenas empresas, que teve início em maio e vai até agosto.

Nesse cenário, o número de consumidores negativados cairia de 83,4 milhões para aproximadamente 75,6 milhões. “Programas de renegociação tendem a produzir alívio imediato nos indicadores de inadimplência, especialmente ao ampliar o acesso a condições excepcionais de negociação”, afirma Aline Maciel, diretora da Serasa.

Segundo a instituição, ao todo, cerca de 24 milhões de consumidores podem ser beneficiados pelas condições especiais de negociação oferecidas pela ação. O levantamento identificou que, somente na base da Serasa, existem 41 milhões de dívidas que se enquadram nos critérios do programa do governo federal.

O Novo Desenrola 2.0 contempla pessoas com dívidas acima de R$ 100 com instituições financeiras, atrasadas entre 90 dias e 2 anos, e com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8 105). Os dados mostram que mais da metade da população adulta do País possui algum tipo de dívida negativada, e as instituições financeiras seguem como o principal segmento dos débitos, representando 47,3% do total.

FGTS – O primeiro dia de liberação do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço no Desenrola Brasil 2.0 levou 1,4 milhão de trabalhadores ao aplicativo do FGST na segunda-feira (25), segundo a Caixa Econômica Federal. De acordo com o banco, os usuários acessaram o aplicativo para autorizar instituições financeiras a consultar o saldo disponível para a renegociação de dívidas.

A nova modalidade permite usar até 20% do saldo do FGTS ou R$ 1 mil, o que for maior, para quitar ou amortizar dívidas renegociadas no Desenrola 2.0. O trabalhador precisa acessar o aplicativo FGTS e autorizar o banco a consultar os recursos disponíveis. Segundo a Caixa, o uso do limite máximo não é obrigatório. O valor efetivamente utilizado poderá ser definido durante a negociação com a instituição financeira.

As operações renegociadas pelo programa terão limite de R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira. No caso de um trabalhador com R$ 100 mil no FGTS, ele poderá utilizar até R$ 20 mil, equivalente a 20% do saldo total. Se tiver dívidas em mais de um banco, poderá dividir o valor entre diferentes instituições, respeitando o teto de R$ 15 mil por banco.

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