Tribuna Ribeirão
Economia

Sancionado novo
 mínimo paulista

Governo de São Paulo
O piso paulista contempla 76 categorias profissionais e deverá chegar a R$ 1.874,36 em 2026, com aumento nominal de 3,90% sobre o do ano passado


Com a nova proposta, o valor do salário mínimo paulista, de R$ 1.874,36 será 15,63% maior em relação ao atual piso nacional de R$ 1.621

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou nesta quinta-feira, 28 de maio, a lei que estabelece o piso de R$ 1.874,36 para o salário mínimo estadual em 2026. A proposta foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 13.

O aumento nominal será de 3,90% sobre o do ano passado, de R$ 1.804. São R$ 70,36 a mais. Em relação aos R$ 1.284 de 2022, o acréscimo chega a R$ 590,36, alta de 45,98%. Com a nova proposta, o valor do salário mínimo paulista será 15,63% maior em relação ao atual piso nacional de R$ 1.621.

A diferença de R$ 253,36 representa um diferencial que reflete o impacto positivo da política paulista de proteção à renda.  Com valor 45,98% acima do piso estadual de 2022, o salário mínimo paulista garantiu desempenho melhor que o nacional, que teve aumento nominal de 33,75% no mesmo intervalo.

Na época, o piso no Brasil era de R$ 1.212. São R$ 409 a mais. O paulista mais que dobrou em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que foi de 19,5% no período.

O mínimo paulista atual, de R$ 1.804, representa aumento de 10% em relação ao piso anterior (2024), de R$ 1.640, aporte de R$ 164. Também é 11,29% superior ao mínimo nacional, fixado atualmente em R$ 1.621. São R$ 183 a mais. Em relação aos R$ 1.518 de 2025, é 18,84% superior, R$ 286 a mais

O piso paulista contempla 76 categorias profissionais. No ano passado, o projeto de lei número 411/2025 alterou o artigo 1º da lei nº 12.640, de julho de 2007, que estabeleceu os valores mínimos para categorias que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo.

Por meio de uma emenda, os deputados incluíram os cuidadores de pessoas com deficiência entre as categorias abrangidas pelo mínimo estadual e unificou o valor pago a cerca de 70 classes profissionais. Em 2023, a Alesp também incluiu os cuidadores de idosos.

Criado em 2007, o piso estadual permite que trabalhadores paulistas recebam remunerações acima do salário mínimo nacional. Os valores propostos pelo governo do Estado levam em conta as condições de demanda de mão-de-obra e custo de vida em São Paulo, incorporando especificidades do mercado de trabalho local.

Servidores – O governador também sancionou ontem a lei que atualiza o abono complementar pago a servidores estaduais. A medida garante reajuste de 3,9%, com base na inflação medida pelo INPC em 2025. Com a sanção, o Estado passa a complementar o pagamento dos servidores abrangidos pela regra quando o valor fixo recebido no mês fica abaixo dos pisos definidos para cada jornada de trabalho.

Os novos valores são de R$ 1.874,36 para jornada completa, R$ 1.405,77 para jornada comum e R$ 937,18 para jornada parcial. A lei beneficia mais de 89,8 mil pessoas, entre servidores ativos, aposentados e pensionistas das Secretarias de Estado, da Procuradoria Geral do Estado, da Controladoria Geral do Estado e das autarquias. A regra também vale para inativos e pensionistas com direito à paridade de remuneração.

VEJA TAMBÉM

Abrasmercado sobe
2,12% e bate recorde

Redacao 5

Petrobras aumenta preço da gasolina

Redacao 5

Programa Desenrola pode tirar 7,8 
milhões da inadimplência

Redacao 5

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com