Valor da cesta com 35 produtos subiu de R$ 820,54 em março para R$ 836,80, novo recorde e acima de R$ 800 pela terceira vez seguida
O preço da Abrasmercado – cesta do setor supermercadista composta por 35 produtos de largo consumo, dentre eles alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza – desacelerou de alta de 2,20% para 1,98% em abril, 0,22 ponto percentual abaixo, após inflação de 0,47% em fevereiro e deflação de 0,16% em janeiro.
Está 0,16 ponto percentual acima da inflação de 0,82% registrada em abril do ano passado. Em abril, voltou a ficar acima de R$ 800 pelo terceiro mês seguido. Passou de R$ 820,54 em março para R$ 836,80, novo recorde e acréscimo de R$ 16,26.
Em comparação com os R$ 819,20 do quarto mês do ano passado, a alta chega a 2,15%, com aporte de R$ 17,60. . Acumula alta de 4,55% no quadrimestre, R$ 36,45 a mais que os R$ 800,35 de dezembro. O valor absoluto de maio de abril é o mais elevado da série histórica, que começou em agosto de 2001.
Fechou o ano passado com inflação acumulada de 0,73%, contra 9,96% de 2024. São 9,23 pontos percentuais a menos. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira, 30 de maio, pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A maior variação mensal em 25 anos pertence a novembro de 2022, de 7,24%.
Variações – No grupo de proteínas, a carne bovina segue entre os principais vetores de pressão. Em abril, o corte do dianteiro registrou alta de 2,62%, enquanto o traseiro avançou 1,53%. No acumulado do quadrimestre, as elevações chegam a 4,06% e 7,92%, respectivamente.
Em sentido contrário, o frango congelado apresentou variação mais moderada de 0,56% no mês, com queda acumulada de 1,43% no ano. Já o pernil recuou 1,93% em abril e acumula queda de 3,89% no período. Os ovos avançaram 1,73% no mês e acumulam alta de 8,35% nos quatro primeiros meses do ano.
Entre os produtos básicos, a principal pressão veio do leite longa vida, que registrou forte elevação em abril (13,66%) e mantém trajetória de alta no acumulado do ano (21,39%). Também apresentaram avanço no mês o feijão (3,47%), o arroz (2,53%) e o óleo de soja (0,73%).
De janeiro a abril, o feijão acumula alta expressiva de 32,56%. No sentido oposto, as principais quedas de abril foram observadas no café torrado e moído (-2,30%), açúcar refinado (-1,48%) e farinha de trigo (-1,55%). No acumulado do quadrimestre, os recuos mais relevantes seguem concentrados em açúcar refinado (-6,73%), café torrado e moído (-5,83%), óleo de soja (-5,83%), farinha de trigo (-4,22%) e arroz (-1,74%). 
Entre os alimentos in natura, o movimento de alta permaneceu disseminado, com destaque para cebola (11,76%), batata (6,57%) e tomate (6,13%). No acumulado do quadrimestre, as altas chegam a 27,47%, 21,53% e 54,35%, respectivamente.
Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram em abril em papel higiênico (2,65%), xampu (1,90%), sabonete (1,61%) e creme dental (1,27%). Na limpeza doméstica, houve elevação em água sanitária (1,38%), sabão em pó (0,63%), desinfetante (0,14%) e detergente líquido para louças (0,05%).
Básicos – A cesta de alimentos básicos (que monitora doze produtos) registrou inflação de 2,85% em abril, ante alta de 2,26% em março, aporte de 0,59 ponto percentual. Avançou 0,43% em fevereiro, contra deflação de 1,48% em janeiro. O preço médio nacional saltou de R$ 344,40 para R$ 354,22, acréscimo de R$ 9,82, evidenciando ônus mais consistente nos itens de maior peso no orçamento das famílias.
Houve deflação de 1,40% no ano passado, abatimento de R$ 4,84 em relação aos R$ 345,23 de dezembro de 2024. Os R$ 355,13 de maio de 2025 são o valor mais elevado. Em doze meses, em relação aos R$ 352,55 cobrados em abril, o aumento chega a 0,47%. São R$ 1,67 a mais. 
No quadrimestre, acumula alta de 4,06% em relação aos R$ 340,39 de dezembro, aporte de R$ 13,83. No Sudeste, a alta foi de 3,49%, passando de R$ 357,52 para R$ 369,98, aporte de R$ 12,46. As principais pressões vieram do leite longa vida (13,66%) e do feijão (3,47%).
Foram seguidos por carne bovina – corte do dianteiro (2,62%), arroz (2,53%), margarina cremosa (1,25%), queijo muçarela (1,13%) e farinha de mandioca (0,85%). No sentido oposto, as quedas mais relevantes foram registradas em café torrado e moído (-2,30%), farinha de trigo (-1,55%), açúcar refinado (-1,48%) e massa sêmola de espaguete (-0,21%).

