Tribuna Ribeirão
Economia

Comércio local espera alta
 de até 3%

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Os fatores que devem impulsionar o resultado são Dia dos Namorados, clima frio, temporada de festas juninas e, neste ano, a Copa do Mundo


Dia dos Namorados, frio, temporada de festas juninas e Copa do Mundo devem impulsionar resultado; 61% dos consumidores ribeirão-pretanos pretendem consumir algum produto ou serviço alusivo ao Mundial

O varejo de Ribeirão Preto projeta crescimento médio de 1,5% a 3% nas vendas de junho na comparação com o mesmo período do ano passado quando foi registrada alta média de 1,7% em relação a 2024. Os fatores que devem impulsionar o resultado são Dia dos Namorados, clima frio, temporada de festas juninas e, neste ano, a Copa do Mundo.

As vendas do comércio varejista de Ribeirão Preto recuaram 1% em abril na comparação o mesmo período do ano passado, quando a alta foi de apenas 1%. O setor vinha de crescimento de 1,4% em março, leve recuperação após quedas de 1,7% em fevereiro e 2,2% em janeiro. Nem a Páscoa e a Agrishow conseguiram evitar a queda.

A expectativa inicial era de avanço entre 0,5% e 1,5% no mês, o que não se confirmou. O levantamento é do Centro de Pesquisas do Varejo (CPV), mantido por Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão e Região (Sincovarp) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL RP), e foi divulgado nesta quarta-feira (10). Os números de mai ainda não foram anunciados.

As vendas do comércio varejista de Ribeirão Preto tiveram crescimento médio de 4,3% no acumulado de 2025 em comparação com o ano anterior – o setor encerrou 2024 com crescimento de 6,54%, ante elevação de apenas 0,72% em 2023 e ganho de 5,01% em 2022.

Dia dos Namorados –
Com base em dados da CNDL/SPC Brasil/Offerwise, o CPV projeta que 63% dos consumidores ribeirão-pretanos devem ir às compras para o Dia dos Namorados, celebrado nesta sexta-feira,12 de junho. O tíquete médio deve variar entre R$ 250 e R$ 300.

Ainda considerando apenas o Dia dos Namorados, os produtos e serviços campeões de vendas serão principalmente roupas, calçados, acessórios, peças íntimas, perfumes/cosméticos, maquiagem, bombons/chocolates, joias, bijuterias, relógios de pulso, celulares, móveis/artigos de decoração, livros, flores naturais, jantares românticos, hospedagem em hotéis/motéis e viagens, tratamentos estéticos, entre outros.

“Por ser uma capital regional de consumo, Ribeirão Preto também costuma receber grande parte dos consumidores da região. O desempenho do Dia dos Namorados, que será o maior pico de vendas de junho, acaba servindo como um ‘termômetro’ para o restante do ano”, observa Diego Galli Alberto, economista, pesquisador e coordenador do CPV.

Copa do Mundo – Com base em outro levantamento CNDL/SPC Brasil/Offerwise, o CPV estima que 61% dos consumidores ribeirão-pretanos vão comprar algum produto ou serviço alusivo à Copa do Mundo, em junho, movimentando os segmentos de vestuário, calçados, tecidos/enxoval, papelarias, armarinhos/adereços, artigos esportivos, eletroeletrônicos (televisores), bares/restaurantes, açougues, adegas/lojas de conveniência e supermercados/empórios, entre outros.

Churrasco mais caro – Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP) com base em itens selecionados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a alta média acumulada da cesta de produtos de churrasco, nos últimos doze meses, foi de 3,1% até abril.

As maiores elevações foram nos preços da cebola, tempero misto e carnes. Além disso, as bebidas mais consumidas durante os jogos também registraram alta, como a cerveja (5,1%), o refrigerante e a água mineral (ambos com 5,59%).  Por outro lado, alguns produtos importantes para o churrasco tiveram queda de preços, como alho, tomate, aves e os ovos.

Cautela – “A inflação acelerou, a taxa de juros continua muito elevada (encarecendo o crédito), o índice de inadimplência é preocupante e o nível de endividamento das famílias está em patamar recorde. Trata-se de um conjunto de fatores que desestimula o consumo e faz o cidadão priorizar na hora de gastar”, alerta o economista.

“Muitos não conseguem comprar presente de Dia dos Namorados e, ao mesmo tempo, gastar com experiências ligadas à Copa do Mundo da forma como gostariam. Mas a expectativa é de que, no geral, as vendas de junho fechem o primeiro semestre de 2026 com variação positiva”, diz Galli Alberto.

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