A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 29 de maio, a manutenção da bandeira amarela em julho, com custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kW/h) consumidos para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN), mesmo cenário dos dois meses anteriores.
Aneel dz que a manutenção da bandeira amarela, ativa desde o mês de abril, reflete condições menos favoráveis de geração no país, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.
A bandeira amarela de maio quebrou uma sequência de quatro meses seguidos sem taxa extra na conta de luz. De janeiro a abri, permaneceu verde, tendo vista as condições favoráveis à geração de energia no país.
A possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.
Em novembro e dezembro vigorou a bandeira amarela, com taxa de R$ 1,885 a cada 100 kW/h consumidos. Antes, foram dois meses seguidos com a vermelha patamar 1 e cobrança adicional de R$ 4,463. Em agosto e setembro vigorou a vermelha patamar 2, com taxa máxima de R$ 7,877. Até novembro de2025 foram sete meses consecutivos com cobrança extra.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela agência reguladora em 2015, com intuito de sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia no país. Por outro lado, a medida também atenua os efeitos no orçamento das distribuidoras de energia.
A bandeira verde, quando não há cobrança adicional, significa que o custo para produzir energia elétrica está baixo. Em 2024, a bandeira amarela teve redução de 36,9%, passando de R$ 2,989 para R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh).
Já a bandeira vermelha 1 passou de R$ 6,500 para R$ 4,463, redução de 31,3%. E a bandeira vermelha 2 caiu de R$ 9,795 para R$ 7,877, diferença de 19,6%. Na série histórica, o maior período em que a bandeira tarifária ficou verde foi de abril de 2022 até julho de 2024.
Em abril, a conta de luz da CPFL Paulista ficou, em média, 12,13%mais cara. A concessionária atende cerca de 350.000 consumidores em Ribeirão Preto – são cerca de 5,12 milhões de clientes espalhados por 234 cidades do estado de São Paulo.
Na divisão por grupos de consumidores, os de alta tensão, como grandes indústrias e empresas, perceberão um efeito médio de 18,75%. Já os clientes conectados na baixa tensão a alta média será de 9,25%, enquanto os residenciais terão correção de 9,15%. As taxas são as maiores desde 2022, quando a conta de luz subiu, em média, 14,97%.

