Tribuna Ribeirão
Economia

Abrasmercado sobe 
2,16% e bate recorde

Abrasmercado: entre os produtos básicos, a principal pressão veio do feijão (6,44%), seguido pelo arroz (2,16%) e pelo leite longa vida (0,77%) 


Valor da cesta com 35 produtos subiu de R$ 836,80 em abril para R$ 854,91, novo recorde e acima de R$ 800 pela quarta vez seguida

O preço da Abrasmercado – cesta do setor supermercadista composta por 35 produtos de largo consumo, dentre eles alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza – acelerou de alta de 1,98% em abril para 2,16% em maio, 0,19 ponto percentual acima, após inflação de 2,20% em março e 0,47% em fevereiro e deflação de 0,16% em janeiro.

Está 1,65 ponto percentual acima da inflação de 0,51% registrada em maio do ano passado. Voltou a ficar acima de R$ 800 pelo quarto mês seguido. Passou de R$ 836,80 em abril para R$ 854,91, novo recorde e acréscimo de R$ 18,11. Em doze meses, na comparação com os R$ 823,37 do quinto mês do ano passado, a alta chega a 3,83%, com aporte de R$ 31,54. 

Acumula alta de 6,82% em cinco meses deste ano, R$ 54,56 a mais que os R$ 800,35 de dezembro. O valor absoluto de maio é o mais elevado da série histórica, que começou em agosto de 2001. Fechou o ano passado com inflação acumulada de 0,73%, contra 9,96% de 2024.

São 9,23 pontos percentuais a menos.  A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 8 de julho, pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A maior variação mensal em 25 anos pertence a novembro de 2022, de 7,24%.

Variações – Entre os produtos básicos, a principal pressão veio do feijão (6,44%), seguido pelo arroz (2,16%) e pelo leite longa vida (0,77%). Em sentido oposto, registraram queda o café torrado e moído (-2,38%), o açúcar refinado (-0,99%), o óleo de soja (-0,87%), a farinha de mandioca (-0,67%), a massa sêmola de espaguete (-0,53%) e a farinha de trigo (-0,21%).

No acumulado do ano, as principais altas seguem concentradas no feijão (41,09%) e no leite longa vida (22,33%), itens que continuam exercendo pressão relevante sobre a cesta. No grupo das proteínas, os preços apresentaram comportamento misto.

Houve avanço na carne bovina – corte do traseiro (1,90%) e do dianteiro (1,71%) – e no frango congelado (0,52%). Em sentido contrário, os ovos (-1,08%) e o pernil (-0,27%) registraram retração no mês.

Entre os vegetais frescos, o movimento de alta foi expressivo, com destaque para a batata (44,69%), o tomate (20,62%) e a cebola (16,80%), refletindo a maior sensibilidade desses produtos às condições de oferta e à sazonalidade.

Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram em papel higiênico (1,09%), xampu (0,94%), creme dental (0,85%) e sabonete (0,85%). Na limpeza doméstica, houve elevação em desinfetante (+0,98%), detergente líquido para louças (+0,89%), água sanitária (+0,74%) e sabão em pó (+0,11%).

Básicos – A cesta de alimentos básicos (que monitora doze produtos) registrou inflação de 0,81% em maio, ante 2,85% em abril, recuo de 2,04 pontos percentuais. Avançou 2,26% em março e 0,43% em fevereiro, contra deflação de 1,48% em janeiro. O preço médio nacional saltou de R$ 354,22 para R$ 357,10, acréscimo de R$ 2,88.

Houve deflação de 1,40% no ano passado, abatimento de R$ 4,84 em relação aos R$ 345,23 de dezembro de 2024. Os R$ 355,13 de maio de 2025 são o valor mais elevado. Em doze meses, em relação aos R$ 355,13 cobrados em maio de 2025, o aumento chega a 0,55%. São R$ 1,67 a mais.

Em cinco meses de 2026, acumula alta de 4,91% em relação aos R$ 340,39 de dezembro, aporte de R$ 16,71. As principais pressões de alta vieram do feijão (6,44%), seguido pelo arroz (2,16%), pela carne bovina – corte do dianteiro (1,71%), pelo queijo muçarela (1,56%), pelo leite longa vida (0,77%) e pela margarina cremosa (0,36%).

No sentido oposto, as quedas mais relevantes foram registradas em café torrado e moído (-2,38%), açúcar refinado (-0,99%), óleo de soja (-0,87%), farinha de mandioca (-0,67%), massa sêmola de espaguete (-0,53%) e farinha de trigo (-0,21%).

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