O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indexador usado no reajuste do aluguel, registrou recuou de 1,11% na segunda prévia de julho, após deflação de 0,42% em igual leitura de junho, divulgou nesta terça-feira (21) a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Na primeira prévia de junho, o indicador havia registrado queda de 0,39%. O resultado desta leitura foi sustentado pelo declínio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) que passou de queda de 0,84% em maio para deflação de 1,72% em junho.
A segunda prévia do mês também registrou desaceleração no ritmo de alta do Índice Nacional de Custo da Construção (0,91% para 0,66%) e do Índice de Preços ao Consumidor (0,40% para 0,12%).
O IGP-M recuou 0,50% em junho, após ter subido 0,84% em maio. Com esse resultado, acumulou alta de 3,27% no primeiro semestre (ante 3,79% até o mês anterior) e de 3,16% nos últimos doze meses (era de 1,95%). A deflação (inflação negativa) no mês foi a primeira desde fevereiro deste ano.
Em junho de 2025, o índice havia marcado -1,67%. O IGP-M acelerou a 2,73% em abril, após alta de 0,52% em março. Caiu 0,73% em fevereiro, ante aumento de 0,41% em janeiro. Encerrou 2025 com queda acumulada de 1,05%, menor taxa desde 2023, quando recuou 3,18%. Em 2024, o índice acumulou alta de 6,54%.
Apesar de ser conhecido como a inflação do aluguel, o acumulado negativo não é certeza de que os aluguéis serão reajustados para baixo. Isso acontece porque alguns contratos incluem a expressão “reajuste conforme variação positiva do IGP-M”, o que faz, na prática, que só haja correção se o índice for positivo.

