Em plena colheita do café, produtores lotam o Dia de Campo da Fazenda Liberdade para conhecer tecnologias e práticas que já aumentam produtividade, elevam a qualidade e reduzem custos nas lavouras.
Mesmo em um dos períodos mais intensos da cafeicultura, a colheita do café, mais de 130 produtores da Alta Mogiana participaram do Dia de Campo da Fazenda Liberdade, em Altinópolis (SP), para conhecer e discutir práticas de manejo regenerativo que vêm transformando a produção de café na região.
O encontro reuniu produtores, técnicos, consultores e profissionais do agronegócio em uma programação voltada à troca de experiências e à apresentação de tecnologias e práticas que já fazem parte da realidade de diversas propriedades cafeeiras da Alta Mogiana. Ao longo do dia, os participantes acompanharam duas mesas de debates, cada uma composta por quatro especialistas, que abordaram temas relacionados ao futuro da cafeicultura, aos desafios da produção e às oportunidades proporcionadas pela adoção de sistemas regenerativos de manejo, demonstrando práticas voltadas ao aumento da matéria orgânica, da atividade biológica e da conservação do solo, e outra voltada à tecnologia aplicada à cafeicultura, apresentando ferramentas e soluções que contribuem para maior eficiência e sustentabilidade na produção.
Para Guilherme Vicentini, da Fazenda Liberdade, o principal objetivo do encontro foi promover conhecimento e conscientização entre os produtores. “É um sentimento de gratidão muito grande termos conseguido cumprir a proposta de viés educacional. Quando falamos em agricultura regenerativa, estamos tratando de um conceito que ainda é pouco compreendido. Nossa proposta foi justamente promover essa conscientização, mostrando ao produtor, por meio de dados práticos e resultados obtidos aqui na fazenda, que é possível aumentar a qualidade do café, elevar a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir o custo por hectare.”

O expressivo número de participantes, mesmo em plena colheita, demonstra o interesse crescente dos cafeicultores por modelos de produção que conciliam desempenho agronômico, rentabilidade e conservação dos recursos naturais. Os resultados apresentados durante o Dia de Campo reforçaram que o manejo regenerativo já deixou de ser apenas uma tendência e se tornou uma realidade para diversas propriedades da região.
Realizado na Fazenda Liberdade, referência em inovação e sustentabilidade na produção de cafés especiais, o evento reforçou a importância da difusão do conhecimento técnico e da aproximação entre produtores, pesquisadores e empresas parceiras. A iniciativa evidencia o protagonismo da Alta Mogiana na construção de uma cafeicultura cada vez mais eficiente, resiliente e preparada para os desafios das próximas gerações.
“O evento foi muito bem organizado e extremamente importante para todos nós. Tenho certeza de que cada participante saiu daqui levando algum aprendizado, seja em termos de informação, conhecimento ou pelas oportunidades de networking. Esses encontros fortalecem a conexão entre as pessoas que acreditam na agricultura regenerativa, um modelo de produção que busca reduzir os impactos sobre os recursos naturais e, ao mesmo tempo, produzir um café mais saudável, sustentável e de alta qualidade.”
Antonio Antônio Nascimento Silva Teixeira, engenheiro agrônomo e palestrante do Dia de Campo.
A realização de iniciativas como o Dia de Campo da Fazenda Liberdade reforça o compromisso da Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana (AMSC) com a disseminação do conhecimento, a inovação no campo e o fortalecimento da cafeicultura regional.
Ao incentivar a adoção de práticas sustentáveis e promover a troca de experiências entre produtores, pesquisadores e empresas parceiras, a AMSC contribui para a valorização da Indicação Geográfica (IG) Alta Mogiana, consolidando a região como referência na produção de cafés especiais de alta qualidade, aliando excelência, sustentabilidade e competitividade para as futuras gerações.

O engenheiro agrônomo, Antônio Nascimento Silva Teixeira – Foto: Vanessa Catita

