Tribuna Ribeirão
Política

Região tem 49 gestores na lista do TCU

Luiz Roberto/TSE
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, recebeu a lista de gestores públicos com contas irregulares em oito anos 


Levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que 49 gestores de cidades da macrorregião estão na lista de contas irregulares

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, entregou na terça-feira, 4 de agosto, a seu homólogo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, a lista de gestores públicos com contas julgadas irregulares nos últimos oito anos.

Segundo levantamento do Tribuna, a listagem, que inclui todos os 34 municípios da Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP), além das cidades de Araraquara, São Carlos, Barretos e Franca, são 49 gestores dessas áreas na lista.

A cidade com mais gestores é São Carlos (25) seguida por Barretos (sete), Ribeirão Preto e Araraquara (cinco), Franca (três), Jardinópolis (dois) e Batatais e Orlândia (um cada). Em todo o Brasil, a lista reúne mais de 6,1 mil responsáveis – um volume 3% menor que o registrado em 2024, ano de eleições municipais.

A maior parte dos apontamentos refere-se a ex-prefeitos e ex-vereadores de pequenas cidades, sendo que cerca de 3,8 mil casos estão concentrados nas regiões Nordeste e Sudeste.  Do total, 266 enquadram-se como pessoas expostas politicamente, incluindo 135 vereadores, 114 prefeitos, seis deputados estaduais, dois deputados federais e um senador – incluindo os que ocupam a suplência.

Elaborada com base no Cadastro de Contas Julgadas Irregulares (Cadirreg), a lista consolida os julgamentos definitivos – contra os quais não cabem mais recursos no TCU. A ferramenta serve como um dos principais instrumentos para que a Justiça Eleitoral analise os pedidos de registro de candidatura, avaliando o preenchimento dos requisitos de elegibilidade dos postulantes a cargos eletivos.

A lista não implica a inelegibilidade automática dos nomes citados. Cabe estritamente à Justiça Eleitoral analisar cada caso individualmente e julgar se as irregularidades apontadas são capazes de barrar eventual candidatura eleitoral.

Como a situação jurídica de um gestor pode se alterar por meio de recursos no próprio tribunal de contas ou por liminares na Justiça Comum, o banco de dados disponibilizado pelo TCU será atualizado diariamente, até o dia 18 de dezembro, data-limite para a diplomação dos eleitos nas Eleições Gerais de 2026.

“Este gesto simboliza, mais uma vez, o compromisso das instituições brasileiras com a integridade das eleições, com a responsabilidade na gestão pública e com o fortalecimento da confiança da sociedade no nosso sistema democrático”, afirma o presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques. A população e os partidos políticos podem consultar a relação no link https://certidoes.apps.tcu.gov.br/lista-implicacao-eleitoral

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