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MP dá prazo para coleta de resíduos

Guilherme Sircili
Parque Maurílio Biagi, no Centro de Ribeirão Preto: força-tarefa tem prazo de 20 dias para limpar área e reabrir equipamento ao público

Prefeitura de Ribeirão Preto fechou acordo com o Ministério Público que prevê o fim dos serviços de limpeza de praças e canteiros de avenidas em 20 dias

Em audiência com a promotora de Justiça Claudia Habib, do Núcleo Pardo do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) – braço ambiental do Ministério Público de São Paulo (MPSP –, a prefeitura de Ribeirão Preto fechou acordo que prevê o fim dos serviços de limpeza de praças e canteiros de avenidas em 20 dias.

Esses locais ainda acumulam galhos de árvores e detritos oriundos do temporal que atingiu a cidade em 24 de julho. A reunião teve a participação de representantes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Zeladoria.,

O cronograma define como áreas prioritárias as praças Luís de Camões (Centro), Milton Visconti (Jardim Canadá) e Maria Goretti (Vila Virgínia), além do Parque Maurílio Biagi, na região Central. Nova reunião de monitoramento das ações implementadas será realizada no começo de setembro.

Por meio de nota, a prefeitura informa que, durante a audiência, foi apresentada a previsão de conclusão dos serviços das praças priorizadas até o dia 7 de setembro “Também ficou definido o envio de relatório atualizado das ações até 31 de agosto e uma nova reunião de acompanhamento em setembro”, diz o texto.

O Transbordo Municipal de Ribeirão Preto recebeu 4.120 caminhões com resíduos verdes entre 24 de julho e o último domingo, 23 de agosto, o dobro da média mensal registrada no local, de aproximadamente dois mil veículos. O aumento é resultado do grande volume de galhos, troncos e folhagens gerado pelo temporal do mês passado, que derrubou mais de duas mil árvores no município.

Antes do temporal, o Transbordo Municipal recebia, em média, cerca de 100 caminhões por dia com resíduos verdes. Após o vendaval, esse número passou para aproximadamente 154 veículos diários. Os resíduos são encaminhados para a área verde do espaço, conhecida como Pica Galho.

Força-tarefa – A Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria´segue com a força-tarefa de limpeza e recuperação das áreas afetadas pelo temporal de 24 de julho. Seis novas equipes foram incorporadas para os trabalhos de recolhimento de galhos, troncos, árvores e demais resíduos verdes.

As novas frentes estão concentradas inicialmente em bairros das regiões Oeste e Norte, áreas que registraram grande impacto durante o vendaval. Os serviços começaram pelos bairros Ipiranga, Vila Virgínia e Parque Ribeirão e avançarão para outros pontos da cidade conforme o cronograma de atendimento.

A definição dos locais considera a quantidade de resíduos acumulados, o fluxo de pessoas e veículos e situações que possam representar riscos à população. Com a ampliação, a força-tarefa conta com 36 caminhões e mais de 350 pessoas envolvidas em serviços de limpeza, varrição, poda, corte e remoção de árvores e troncos e recolhimento de resíduos verdes.

Além do Parque Maurílio Biagi, os serviços de limpeza e recuperação acontecem também no Parque Tom Jobim, no Jardim Procópio Ferraz, na Zona Norte, outro espaço atingido pelo vendaval. O local sofreu danos no alambrado, no parquinho e em outros pontos de sua estrutura interna.

Cinco parques estão liberados para visitação: Parque das Artes, Parque Olhos D’Água, Parque Luis Carlos Raya, Parque Prefeito Luiz Roberto Jábali (Curupira) e Parque Primavera.

Vendaval/temporal – A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade, contabilizou, até o momento, a queda de mais de duas mil árvores em decorrência do temporal que atingiu a cidade no último dia 24 de julho. O número é preliminar e faz parte do inventário técnico que está sendo realizado pelas equipes da secretaria para avaliar os impactos provocados pelo vendaval.

O temporal registrou rajadas de vento entre 120 km/h e 160 km/h e 21 milímetros de chuva em cerca de 20 minutos, provocando danos em todas as regiões da cidade. O evento resultou em duas vítimas fatais, 22 pessoas feridas, doze desabrigados e aproximadamente 1.800 desalojados.

Cerca de 285 mil unidades consumidoras da CPFL Paulista ficaram sem energia, 96 poços da Secretaria de Água e Esgoto (Saerp) tiveram o funcionamento comprometido, 40 escolas municipais sofreram danos e 48 unidades de atenção primária precisaram suspender temporariamente os atendimentos.

O vendaval derrubou mais de 250 postes de iluminação pública e distribuição de energia elétrica e 54 torres de transmissão. Levantamento técnico estima que serão necessários R$ 21.152.854,10 apenas para custear as ações de zeladoria na cidade.

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