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Economia

Deflação é a mais forte desde 2022

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de elevação de 0,07% em julho para deflação de 0,32% em agosto, recuo de 0,39 ponto percentual, quebrando uma sequência de onze meses seguidos de inflação. É a taxa mais baixa em quatro anos, desde a queda de 0,36% no oitavo mês de 2022 – a atual está 0,04 p.p. acima.

Em agosto do ano passado, houve a deflação de 0,11%. A taxa atual é 0,21 ponto percentual inferior. O recuo foi puxado pelo recuo nos preços dos grupos Habitação (-1,87%), Transportes (-0,86%), Alimentação e bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%).

Porém, a taxa de agosto deste ano ainda está 0,36 ponto percentual abaixo da queda de 0,68% de julho de 2022. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 11 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fechou junho em 0,16%, maio em 0,58%, abril em 0,67%, março em alta de 0,88%, fevereiro em 0,70% e janeiro em elevação de 0,33%. O IPCA encerrou o ano passado com alta de 4,26%, segundo o IBGE, 0,24 ponto percentual abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. A inflação acumulada não pode superar esse patamar por seis meses consecutivos. O centro é de 3,00%.

O acumulado em doze meses voltou a desacelerar, de 4,44% até julho para 4,22% até o mês passado, 0,22 ponto percentual inferior e 0,28 p.p. abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. Estava em 4,44% até janeiro, 3,81% até fevereiro, 4,14% até março, 4,39% até abril, 4,72% até maio e 4,64% até junho. Era de 5,12% no mesmo período de 2025, corte de 0,90 p.p. em 2026.

Em agosto, queda nos preços da batata-inglesa (-19,89%), passagem aérea (-13,17%), energia elétrica (-7,63%) e combustíveis (-0,91%) puxaram a deflação | Créditos: Fernando Frazão/Ag.Br.

A taxa acumulada pela inflação em sete meses está em 3,11%, queda de 0,33 ponto percentual em relação aos 3,44% até julho. Era de 3,36% até junho, 3,20% até maio, 2,60% até abril, de 1,92% de janeiro a março e de 1,03% no primeiro bimestre. Em 243 dias do ano passado estava em 3,15%, uma diferença de 0,0,4 p.p. a mais em relação ao IPCA de 2026, segundo o IBGE.

Grupos Quatro dos nove grupos que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registraram deflação em agosto – em cinco os preços subiram –, segundo o IBGE, mas a queda em Habitação teve mais peso. Passou de alta de 0,99% em julho para queda de 1,87% em agosto, impacto negativo de 0,29 ponto percentual sobre o IPCA do mês.

Em Transportes, caiu de alta de 0,05% em julho para queda de 0,86% em agosto, impacto negativo de 0,17 p.p. sobre o IPCA do mês. Alimentação e bebidas passou de recuo de 0,67% em julho para deflação de 0,34%, impacto de -0,07 ponto percentual.

Os preços também caíram em Comunicação, de aumento de 0,04% para baixa de 0,09% em agosto (sem impacto). Educação saiu de baixa de 0,03% em julho para alta de 0,47% no mês passado, impacto de 0,03 p.p. Vestuário passou de queda de 0,66% para aumento de 0,12%, sem impacto.

Saúde e cuidados pessoais desacelerou de alta de 0,40% para 0,23%, impacto de 0,03 ponto percentual. Em Artigos de residência, disparou de 0,07% para 0,64% (impacto de 0,02 p.p). Completa a lista o grupo de Despesas pessoais (passou de 0,22% para 1,30%, impacto de 0,13 ponto).

Itens – Despesas pessoais foi o grupo de maior variação (1,30%) e impacto (0,13 p.p.), impulsionado pela alta no preço do cigarro (19,59%), que apresentou a maior contribuição positiva no resultado do mês (0,11 p.p.).
A queda em Habitação (-1,87%) foi o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real.

A baixa tem por base a contribuição de -0,33 p.p. da energia elétrica residencial que recuou 7,63% no mês – após alta de 3,08% em julho –, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Em agosto, vigorou a bandeira tarifária amarela, com de adicional R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora (Kwh) consumidos.

A deflação em Transportes (-0,86%) reflete as quedas de 13,17% nas passagens aéreas (após alta de 11,67% em julho) e 0,91% nos combustíveis (ante baixa de 1,44%), com recuo de 3,95% no etanol (caiu 2,26% no mês anterior), de 0,80% no óleo diesel (-1,22% em julho) e gasolina (-1,37%).

Créditos: Marcello Casal Jr./Ag.Br.

O gás veicular subiu 2,62% após queda de 0,08% em julho. Já a queda de transporte por aplicativo (-4,57%) contempla, além da variação apurada em agosto, parte do resultado de julho que, indevidamente, não foi apropriado no referido mês, segundo o IBGE.

Alimentação e bebidas variou -0,34%, após recuo de 0,67% em julho, por influência da alimentação no domicílio (caiu 0,61% após queda de 1,14%). As principais baixas foram na batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).

No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (1,78%), frutas (0,84%) e carnes (0,61%). A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,55% em julho para 0,36% em agosto, com o lanche saindo de 0,76% para 0,62%, e a refeição de 0,42% para 0,18%, no mesmo período.

INPC – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,32% em agosto, 0,31 p.p. abaixo de julho (-0,01%). Acumula alta de 3,17% no ano e de 3,98% nos últimos doze meses, abaixo dos 4,10% dos doze meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a taxa foi de -0,21%.

Produtos alimentícios saíram de -0,74% em julho para -0,34% em agosto. Já a variação dos não alimentícios passou de 0,23% em julho para -0,31% em agosto. O INPC Mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

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