| Por: Adalberto Luque |
O Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-3) recebeu, na manhã desta quinta-feira (24), 71 novos investigadores. Eles fazem parte daquela que é considerada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) como a maior nomeação da história da Polícia Civil.
No dia 16 de setembro, 1.413 candidatos nomeados no concurso realizado em 2023 tomaram posse e seguiram para as regiões escolhidas no momento da inscrição. Os novos investigadores que serão distribuídos pelas 93 cidades da região de Ribeirão Preto participaram de uma aula inaugural nesta quinta-feira.
A aula foi realizada na sede do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), na rua Pedro Pegoraro, na Ribeirânia, zona Leste de Ribeirão Preto. Eles foram recepcionados pelo diretor do Deinter-3, Jorge Amaro Cury Neto, e pela equipe da Academia de Polícia Civil.
O curso de formação técnico-profissional tem previsão de conclusão para fevereiro de 2027. Será composto por 22 disciplinas principais, além de palestras e um período de estágio profissional monitorado.
A formação incluirá conteúdos teóricos e práticos relacionados à investigação e à Polícia Judiciária, técnicas operacionais, armamento e tiro, inteligência policial, criminalística, direitos humanos, ética, atendimento ao público, gestão de crises, informática e primeiros socorros, entre outras áreas.
O diretor do Deinter-3 destacou a importância dos novos investigadores. “Irão reforçar o trabalho da Polícia Civil na área do Deinter-3”, disse Cury Neto.
Bom, mas não o suficiente
O presidente do Sinpol, o investigador aposentado Sebastião Signei de Moraes, que cedeu o espaço para a aula inaugural, avaliou positivamente a chegada dos novos colegas. Contudo, apesar do número aparentemente expressivo, ele destaca que o efetivo ainda é insuficiente para as necessidades da região.

“Não queremos tirar o mérito da nomeação, mas o Sinpol entende que sejam necessários, minimamente, mais 300 investigadores. E isso mal daria quatro por cada uma das cidades da região. Temos cidades com apenas um investigador e algumas sem investigador”, explica Signei.
Para o presidente do sindicato, o governo merece ser criticado, pois o problema da falta de efetivo vem de longa data. Ele afirma que a investigação é a alma do trabalho da Polícia Judiciária. “Precisamos de mais”, conclui.
A definição sobre onde cada um dos novos investigadores vai atuar será informada no decorrer do curso, de acordo com o planejamento da diretoria. Eles devem começar a trabalhar nas delegacias no final de fevereiro ou início de março de 2027.

