O dólar acentuou os ganhos frente ao real ao longo da tarde desta quarta-feira, 23 de setembro, alinhado à onda de valorização da moeda norte-americana no exterior. A retomada da trajetória de alta do petróleo, na esteira da frustração nas negociações entre Estados Unidos e Irã, e dados fortes da economia dos EUA impulsionaram o retorno dos Treasuries, abalando as divisas emergentes.
O contrato do Brent para novembro fechou em alta de 2,84%, a US$ 98,12, e subia mais de 4% no pregão eletrônico, acima de US$ 100. Referência em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY superou os 101,000 pontos e operava na casa de 101,100 pontos perto do fim da tarde, em alta de 0,50%, após máxima aos 101,231 pontos.
O real apresentou perdas inferiores às de outras divisas latino-americanas. Em alta firme desde a abertura dos negócios, o dólar à vista rompeu o teto de R$ 5,15 no fim da manhã e registrou máxima de R$ 5,1760 à tarde. Terminou o dia com avanço de 1,28%, cotado a R$ 5,1682 – maior valor de fechamento desde 31 de agosto (R$ 5,1801).
A divisa encerrou agosto com ganhos de 2,16% e cai 0,23% em setembro. Sobe 0,47% na semana, após alta de 0,37% na anterior. Em março subiu 0,87% e caiu 4,36% em abril. Cedeu 2,16% em fevereiro e 4,40% em janeiro. Perde 5,84% em relação ao real em 2026. A moeda recuou 10,34% no ano passado, após fechar 2024 com alta de 27,34%.
O Ibovespa – índice de referência da B3 – acelerou as perdas e se acomodou na faixa dos 185 mil pontos, em resposta a uma volta da cautela no mercado com o petróleo novamente em alta. Caiu 0,86%, aos 185 814,09 pontos, depois de tocar a mínima de 185.676,38 pontos durante a tarde, com máxima de 188.772,33 pontos. O giro financeiro foi de R$ 20 bilhões.
Encerrou agosto com leve queda de 0,33% e ganha 4,73% em setembro. Avança 0,32% na semana, após recuo de 1,06% na anterior. Cedeu 0,08% em abril e 7,22% em maio. Em fevereiro houve alta de 4,09% e ganho de 12,56% em janeiro. Fechou 2025 em elevação de 33,95%, melhor desempenho desde 2016 (+38,9%). Caiu 12,75% em 2024 e sobe 15,33% em 2026, após ter chegado a 23,29% em 14 de abril.

