Mediana do IPCA de 2026 passou de 4,90% para 4,92%, diz Focus, acima do teto da meta de inflação; Selic caiu de 13,75% para 13,50%
Após três semanas seguidas de queda, a mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 4,90% para 4,92%, ainda distante do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50% (o centro é de 3,00%), em meio às incertezas com a guerra no Oriente Médio. Há um mês, era de 5,02%.
A taxa está 0,42 ponto percentual acima do teto da meta de inflação. Considerando apenas as 91 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana aumentou de 4,95% para 4,97%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 21 de setembro, pelo Banco Central.
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa que alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.
O Banco Central projeta alta de 5,2% para o IPCA em 2026 e 3,9% em 2027. As estimativas constam no comunicado da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado projeta a inflação acumulada em 3,2% em doze meses no primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em doze meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 segue em 4,30%. Um mês antes, era de 4,25%. Considerando apenas as 91 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, subiu de 4,31% para 4,35%.A mediana para a inflação de 2028 permanece em 3,80% pela oitava semana seguida. Para 2029, continua em 3,50%, pela 55ª semana consecutiva.
Selic – A mediana do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2026 caiu de 13,75% para 13,50%, depois de seis semanas de estabilidade. No dia 16 de setembro, o Copom do BC reduziu os juros em mais 0,25 ponto percentual, de 14,00% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo.
Considerando só as 77 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano caiu de 13,56% para 13,50%. A estimativa intermediária do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2027 continua em 12,00% pela 14ª semana seguida.
Levando em conta apenas as 76 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também segue em 12%. A mediana do mercado para a Selic no fim de 2028 segue em 10,50% pela 12ª semana. A estimativa para 2029 continua em 10% pela 20ª semana consecutiva.
PIB – A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – soma de todas as riquezas produzidas no país – oscilou de 1,89% para 1,88%. Um mês antes, era de 1,95%. Considerando apenas as 45 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa passou de 1,86% para 1,85%.
O crescimento esperado pelo mercado segue próximo ao previsto pelo Banco Central. No Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, a autoridade monetária elevou sua projeção de alta de 1,6% para 2,00% do PIB em 2026. O Ministério da Fazenda espera alta de 2,33% para o PIB.
A mediana do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 caiu de 1,45% para 1,43%. Levando em conta apenas as 45 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária, porém, subiu de 1,33% para 1,36%. A mediana para o crescimento do PIB de 2028 segue em 1,87%. Há um mês, era de 1,98%. Para 2029, permanece em 2,00% pela 79ª semana seguida.
Dólar – A mediana das expectativas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para a cotação do dólar no fim de 2026 continua em R$ 5,20 pela 13ª semana seguida. Considerando apenas as 75 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária também segue em R$ 5,20.
A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,28. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,29. A projeção para o fim de 2028 permanece em R$ 5,30 pela oitava semana seguida. A estimativa para 2029 oscilou de R$ 5,35 para R$ 5,36. Há um mês, era de R$ 5,36. A moeda americana fechou 2025 cotada em R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real.

