| Por: Adalberto Luque |
O Ministério Público de São Paulo se manifestou contra a progressão de regime de Aleksandro Ishisato, condenado a 18 anos e oito meses de prisão pela morte do estudante Marcos Delefrate e por atingir outros manifestantes durante um protesto, em junho de 2013, em Ribeirão Preto. O parecer é contrário à transferência para o regime semiaberto.
Na manifestação, o promotor Lincoln Gakiya considerou o histórico prisional e as faltas disciplinares registradas por Ishisato e pediu que seja realizado um exame psiquiátrico antes de a Justiça avaliar eventual saída da prisão.
Para pedir a progressão da pena, a defesa obteve um exame multidisciplinar favorável ao preso, realizado no dia 18 de setembro. A promotoria, porém, não concorda com o resultado e se manifestou contra a progressão que beneficia o condenado.

A defesa, por sua vez, contesta o entendimento do Ministério Público e afirma que, pelo período já cumprido, Ishisato teria direito à liberdade condicional, benefício mais amplo que o regime semiaberto.
A pena está prevista para terminar em outubro de 2031. O pedido de progressão ainda será analisado pela Justiça.
Relembre o caso
Ishisato foi condenado em fevereiro de 2020 pelo Tribunal do Júri a 64 anos de prisão pela morte de Marcos Delefrate e por quatro tentativas de homicídio relacionadas ao atropelamento de outros manifestantes. Após recurso da defesa, a 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena para 18 anos e oito meses de prisão, em regime fechado. A decisão tornou-se definitiva em outubro de 2021.
O atropelamento ocorreu durante um protesto realizado em Ribeirão Preto, em junho de 2013. Segundo o processo, Ishisato estava em um veículo quando se deparou com manifestantes, acelerou contra a multidão e atingiu Delefrate e outras pessoas. O estudante morreu no local.
Ishisato foi preso em julho de 2013 e permanece no sistema prisional. Em 2022, chegou a obter progressão para o regime semiaberto, mas o benefício foi posteriormente revogado após faltas disciplinares. Atualmente, cumpre pena em regime fechado, com término previsto para outubro de 2031.

