Tribuna Ribeirão
Esportes

Petrobrás volta a patrocinar Fórmula 1, mas GP do Brasil segue com prejuízo

Por Felipe Rosa Mendes

A Petrobrás voltará a patrocinar o GP do Brasil de Fórmula 1 neste ano. Após ficar de fora da edição de 2016, a empresa estatal voltará a expor a sua marca na etapa a ser disputada no autódromo de Interlagos, nos dias 10, 11 e 12 deste mês, em São Paulo. O patrocinador master continuará a ser a Heineken, que tem acordo até 2018.

A estatal acertou contrato de um ano, renovável por mais um. O retorno da empresa foi confirmada ao Estado pelo promotor do GP brasileiro, Tamas Rohonyi. “A Petrobrás voltou”, disse o responsável pela corrida paulistana, ao comemorar o acerto. “É importante pelo prestígio que a empresa traz para o GP”.

O retorno da estatal, que já havia patrocinado o GP entre os anos de 2009 e 2015, vem em boa hora para as contas do evento. “Em termos totais de rendimento foi bom porque perdemos o apoio do Banco do Brasil neste ano. Assim, mantivemos o equilíbrio”, declarou Rohonyi.

Apesar do reforço no caixa, o GP segue com déficit. Neste ano, a etapa brasileira deve dar prejuízo de US$ 30 milhões, o equivalente a R$ 97 milhões. É cifra semelhante a do ano passado, quando em valores convertidos atingiu a marca negativa de R$ 98 milhões.

O promotor do GP, contudo, ressalta que operacionalmente a corrida fecha as contas. “Não perdemos dinheiro na operação do GP. Mas falta algo na faixa de US$ 30 milhões, que são despesas internacionais”, disse Rohonyi.

Estes custos são bancados pela Formula One Management (FOM), que passou a ser controlada pelo grupo Liberty Media em janeiro deste ano. “Normalmente, é o promotor da corrida que paga estes valores. Mas, como não temos esse dinheiro, a FOM assume essa despesa a contragosto. Eles não estão gostando disso, mas é um fato da vida”.

O prejuízo causa preocupação no promotor porque os novos proprietários da Fórmula 1 ainda não se manifestaram sobre as contas do GP brasileiro. Desde que assumiram a categoria, o grupo norte-americano teve pouco contato com os organizadores da prova disputada em São Paulo. “Ainda não conseguimos sentar com eles para saber qual é o plano deles”.

No ano passado, o então chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, ameaçou publicamente cortar o GP do calendário em razão dos últimos prejuízos. Ele chegou a se encontrar com o presidente Michel Temer, em Brasília, para avaliar possível ajuda do governo federal à etapa brasileira da principal categoria do automobilismo mundial. Mas não teve sucesso. Ecclestone acabou mantendo a etapa brasileira no calendário.

Sem o ex-chefão na atual Fórmula 1, Tamas Rohonyi quer aproveitar a corrida deste ano para se aproximar dos novos proprietários da categoria para conhecer as suas ideias e seus planos a longo prazo. Além da questão do prejuízo, o promotor pretende conversar com os norte-americano sobre o futuro do GP em São Paulo.

Por contrato, a corrida será disputada na capital paulista até 2020. Mas as negociações para renovar o vínculo já devem começar em 2018. O promotor do GP, contudo, ainda não sabe com quem negociará porque o Autódromo de Interlagos será privatizado. Pelos planos do prefeito João Doria, o circuito irá a leilão até abril do próximo ano.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Sem maior parte dos titulares, seleção faz primeiro treino após classificação

Redação

Encontro reúne colecionadores de camisas de futebol em Ribeirão Preto

Hugo Luque

Rodada de hoje encerra primeira fase dos grupos G, H e I

Redacao 5

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade