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Câmara absolve vereadores do PR

Como já era esperado, o Conselho de Ética da Câmara de Ribeirão Preto decidiu pelo arquivamento das representa­ções contra os vereadores Isaac Antunes e Adauto Honorato, o “Marmita”, ambos do Parti­do da República (PR). No fi­nal da tarde desta sexta-feira, 16 de março, os conselheiros reuniram-se para a leitura dos relatórios dos dois casos. Os dois parlamentares sempre ne­garam a prática de atos ilícitos.

A denúncia contra Isaac An­tunes, de envolvimento com o esquema criminoso de fraudes judiciais investigado pela Ope­ração Têmis, teve como relator Marinho Sampaio (MDB). Ele destacou que o caso não tem como ser investigado pelo Con­selho de Ética por ter ocorrido em 2016, antes, portanto, de An­tunes assumir o mandato de ve­reador, em 1º de janeiro de 2017.

Marinho explica que o ar­tigo 2º do Código de Ética e Decoro Parlamentar estabelece os princípios e as regras básicas que devem orientar a conduta de quem exerce o mandado de vereador. “Sendo assim, concluo que os fatos relatados ocorreram antes do exercício do mandado parlamentar do vereador Isaac Antunes, razão pela qual o refe­rido conselho está impedido de analisá-lo”, informa.

O fato de o Conselho de Ética não analisar o caso não impede que a investigação prossiga pela Polícia Federal e pela Justiça Eleitoral. Antunes nega qualquer envolvimento com a quadrilha investigada pela Polícia Civil. O republi­cano é investigado por crime eleitoral devido à suspeita de ter prometido “limpar o nome” de inadimplentes para obter votos em 2016 e de ter ajudado um grupo investigado na Ope­ração Têmis, que apura fraudes judiciais de R$ 100 milhões.

Já a denúncia contra Adau­to “Marmita” foi relatada por André Trindade (DEM). A representação acusa o republi­cano de envolvimento com a organização de bailes funk – os populares “pancadões” – que não tinham autorização para serem realizados, nas vésperas do Natal e do réveillon, no Par­que Ribeirão Preto.

Apesar de proibidos, chega­ram a ser realizados e só foram encerrados após a chegada da Polícia Militar, que entrou em confronto com populares. “Mar­mita nega” qualquer envolvi­mento com os bailes. “Eu estava em casa quando me chamaram para tentar evitar a apreensão de geladeiras com cervejas e refri­gerantes. Fui procurado apenas por ser vereador, por ser um representante do bairro que to­dos conhecem, afinal, o Parque Ribeirão é meu principal reduto eleitoral”, diz.

O vereador exibiu aos PM’s recibo de compra das bebidas, na tentativa de evitar a apreensão, mas não conseguiu e ainda foi fo­tografado com o recibo nas mãos, o que deu origem aos rumores de que era um dos organizadores. Segundo o relatório do vereador André Trindade, a apuração não encontrou provas de participação de Adauto “Marmita” na organi­zação dos bailes proibidos.

Os dois relatórios foram aprovados pelos vereadores que compõem o Conselho de Ética – Otoniel Lima (PRB, presidente), Marinho Sampaio, André Trin­dade, Maurício Vila Abranches (PTB) e Jorge Parada (PT). Em outubro do ano passado, o vere­ador Waldyr Vilela (PSD) tam­bém teve o processo arquivado pela comissão após ser acusado de ter atuado como falso médico na cidade. Apesar disso, o parla­mentar foi afastado do Legislati­vo, mas continua areceber salá­rio de R$ 13,8 mil por mês.

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