Tribuna Ribeirão
Artigos

A Colômbia e sua Literatura (72): Juan Gustavo Cobo Borda

Rosemary Conceição dos Santos*

 

De acordo com especialistas, Juan Gustavo Cobo Borda foi um poeta, ensaísta e crítico literário colombiano. Atuante no ramo editorial, assumiu o papel de diretor e fundador de revistas culturais (Eco e Gaceta de Colcultura), escrevendo resenhas de livros e produzindo ensaios, poemas e biografias. Integrante do grupo conhecido como ” A Geração Sem Nome”, foi diplomata na Argentina e na Espanha. Ao longo de sua vida, manteve amizade com figuras célebres da literatura e da arte latino-americanas, como Mario Vargas Llosa, Gabriel García Márquez , Jorge Luis Borges e Bernardo Hoyos . Sobre Borges, ele recorda: “Tive uma impressão maravilhosa dele; ele tinha um grande senso de humor e sempre aplicava esse sábio senso de humor a si mesmo. Ninguém mudou a literatura como Borges”.

Quando criança, Borda demonstrou fascínio pela leitura de autores como Júlio Verne, Pablo Neruda e Emímio Salgari. Posteriormente, estudando no Liceu Cervantes para cursar o ensino secundário, essa afinidade pela literatura se intensificou, vindo a escrever seus primeiros poemas, influenciado por esses escritores favoritos. “Na poesia, é preciso roubar a voz de outro para gradualmente encontrar a própria; a partir daí, encontra-se o alfabeto que ainda não se tem que amar”, observa ele. Aluno de Direito, Filosofia e Letras, revisou os livros “La alegría de ler” (1976), “La tradición de la pobreza” (1980), “La otra literatura latino-americana” (1982) e “Letras de esta América” (1986), também editando “Obra en marcha I e II”, “La nueva literatura colombiana” (1974 e 1976), “Álbum de poesía colombiana” (1980) e “Antología de la poesía hispano-americana” (1985).

Durante sua passagem pelo Instituto Colombiano de Cultura (1975-1983), o autor promoveu o acervo da Biblioteca Básica Colombiana. Anos depois, trabalhou na Biblioteca Nacional como editor e vice-diretor. Foi também diretor da revista ECO de Bogotá, de 1973 a 1984. Sobre seu papel como promotor cultural, Juan Gustavo afirmou: “Se você quer promover a cultura, é a coisa menos dispendiosa em comparação com pensar em orçamentos militares ou outras coisas do gênero” Desde 1993, era membro titular da Academia Colombiana da Língua e integrou a equipe responsável pela edição da nova edição do “Dicionário da Língua Espanhola”. Foi o colombiano que introduziu e definiu diversos “colombianismos” reconhecidos pela Real Academia Espanhola.

O autor faleceu em Bogotá em 5 de setembro de 2022. Entre seus livros mais aclamados estão: “Conselhos para Sobreviver” (1984); “Antologia da Poesia Hispano-Americana” (1985); “Todos os Poetas São Santos” (1987); “Desenhos Aleatórios de Lugares por Onde Meus Olhos Cruzaram” (1991); “Para Chegar a García Márquez” (1997); “Borges Apaixonado” (1999); e “A Musa Incansável” (2001). Ele também publicou livros sobre o pintor Alejandro Obregón (1985); os escritores Germán Arciniegas (1987), José Asunción Silva (1988) e Álvaro Mutis (1989). Seus ensaios incluem “Narrativa Colombiana Depois de García Márquez: Uma Visão Panorâmica” (1988), “A Nova Poesia Colombiana: Uma Década 1970-1980” (1979), “Mito” (1988) – ele também publicou uma seleção de textos nesta revista em 1975 – e Nadaísmo (1988). Entre suas coletâneas de poemas, publicadas em Bogotá, Caracas, Buenos Aires e México, estão: “Conselhos para sobreviver” (1974),”Oferenda no altar do bolero” (1981), “Todos os poetas são santos” (1987) e “Poemas Orientais e de Bogotá” (1992)

Professora Universitária*

VEJA TAMBÉM

Psicologia & Neurociência (4): Onde está no cérebro o amor romântico?

Redação

Previsões da Opep e a oferta de petróleo

Redação

A evolução da governança no varejo: estratégia e vigilância na era digital

Redação

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com