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Acidente de trabalho 
registrou 56 mortes em Ribeirão no ano pasado

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Maioria das vítimas era do sexo masculino, com 70 casos (89,74%), evidenciando a maior exposição dos homens a atividades de risco

Ribeirão Preto registrou 56 mortes relacionadas ao trabalho em 2025; Secretaria Municipal de Saúde, intensificou as ações de prevenção contra acidentes de trabalho

Dados do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Ribeirão Preto revelam que, no ano passado, a cidade registrou 56 mortes relacionadas ao trabalho. Já nos municípios de Sertãozinho, São Simão e Jardinópolis foram 22 casos, totalizando 78.

Para tentar mudar esta realidade, a prefeitura de Ribeirão Preto, através da Secretaria de Saúde, ampliou as ações de prevenção contra acidentes de trabalho durante a campanha Abril Verde. Em nível mundial, surgiu como uma resposta ao acidente de trabalho ocorrido em 28 de abril de 1969, em Virgínia, nos Estados Unidos, quando uma mina explodiu e resultou na morte de 78 trabalhadores.

Segundo o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), nos óbitos registrados em Ribeirão Preto, Sertãozinho, São Simão e Jardinópolis a maioria das vítimas era do sexo masculino, com 70 casos (89,74%), evidenciando a maior exposição dos homens a atividades de risco.

Já a faixa etária mais atingida foi entre 31 e 50 anos, com 42 registros (53,85%), seguida pelo grupo de 51 a 70 anos, com 21 ocorrências (26,92%).  Outro ponto de destaque foi o local das ocorrências. A maior parte dos óbitos aconteceu em vias públicas, seja em acidentes típicos – exercício da atividade profissional –, com 28 casos (35,90%), ou de trajeto, em 30 casos (38,46%).

Os números evidenciam que as principais causas das mortes foram os acidentes de trânsito, diferentemente de 2024, em que os óbitos estavam associados a acidentes típicos em ambientes internos de trabalho. Em 2025, apenas 21 foram registrados dentro de empresas.

As ocupações mais atingidas foram motoristas de caminhão e motociclistas entregadores que somam 19 casos (24,36%). Também, há destaque para eletricistas e de trabalhadores do comércio e serviços diversos.

“A maioria dessas mortes poderia ser evitada. Nosso trabalho é justamente investigar, orientar e atuar junto aos serviços e empregadores para reduzir riscos e salvar vidas, por meio da vigilância em saúde, ações educativas e articulação com serviços de saúde e órgãos como o Ministério Público do Trabalho”, destaca Ana Beatriz Degani Angerami, fisioterapeuta especialista em Saúde do Trabalhador e chefe do setor do Cerest.

Os dados também revelaram impacto direto na população economicamente ativa, com consequências sociais e econômicas significativas, o que gera a necessidade da orientação e prevenção intensificadas, a fim de promover ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

“Além da investigação, nosso trabalho permite identificar falhas, propor mudanças e contribuir para evitar novas ocorrências. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para salvar vidas”, afirma Ana Beatriz.

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