Tribuna Ribeirão
Saúde

Anvisa proíbe caneta 
T36 de GLP-1 no Brasil

Medicamento não tinha registro sanitário no País

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta quarta-feira, 16 de setembro, a importação, o armazenamento, a distribuição e a comercialização no Brasil da caneta T36 de GLP-1, marca de tirzepatida fabricada no Paraguai que não tinha registro sanitário no País.

De acordo com a Anvisa, o registro sanitário é uma exigência para qualquer medicamento circular no país, responsável por atestar que o produto passou pela análise de segurança e eficácia. O GLP-1 é um hormônio intestinal que controla o açúcar no sangue e avisa o cérebro que o corpo está saciado.

A comercialização do T36 se dava principalmente através do site Go Pharma. A empresa também anunciava os produtos T.G. 15 mg, Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, que já eram expressamente proibidos no Brasil. A reportagem entrou em contato com o site Go Pharma, maas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

A Anvisa afirma que sites em geral não podem vender medicamentos para qualquer indicação, em nenhuma hipótese. “A comercialização de medicamentos no Brasil é privativa de farmácias e drogarias regularizadas, por meio de suas lojas físicas ou sites e canais digitais oficiais”, disse.

Além disso, adquirir produtos fora dos canais oficiais pode representar risco à saúde, uma vez que têm qualquer garantia de procedência, composição ou conservação, o que compromete a qualidade, a segurança e a própria eficácia dos medicamentos. O órgão afirma que todas as medidas adotadas se fundamentam no dever de proteger a saúde da população e de prevenir os riscos envolvidos.

NotShake – A Anvisa ainda determinou o recolhimento de todos os lotes das bebidas proteicas NotShake Protein, da NotCo Brasil, e proibiu a venda, fabricação, distribuição, propaganda. Diz que  os produtos não foram notificados como suplementos alimentares até o prazo de adequação previsto nas regras de transição da regulamentação do setor, em 1º de setembro.

Além disso, há insuficiência dos estudos apresentados para demonstrar que a bebida mantém as características durante todo o prazo de validade e o uso inadequado de “zero lactose”. Outra irregularidade apontada pelo órgão é que a bebida contém suco concentrado de repolho, sem demonstração de atendimento aos requisitos de segurança aplicáveis à categoria de suplementos alimentares.

A Anvisa ainda afirmou que houve uma recategorização inadequada dos produtos como alimentos à base de proteínas vegetais, embora as bebidas tenham, segundo o órgão, finalidade de suplementação de proteínas, vitaminas, minerais e fibras.

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