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Botijão vai ficar mais caro

ALFREDO RISK

A Petrobras informou nesta sexta-feira, 3 de novembro, que vai aumentar o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para uso residencial, o gás de cozinha, de botijões de até 13 quilos (P-13) em 4,5%, em mé­dia, a partir da zero hora deste domingo (5).

O ajuste anunciado foi apli­cado sobre os preços praticados sem incidência de tributos. Se for integralmente repassado ao consumidor, a companhia esti­ma que o preço do botijão de 13 quilos pode ser reajustado, em média, em 2%, ou cerca de R$ 1,21, “isso se forem manti­das as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos”, destaca.

Em Ribeirão Preto, os pre­ços variam de R$ 65 a R$ 78, dependendo da região da ci­dade – a entrega em domicílio também tem uma taxa adicio­nal –, e a partir deste domingo vão oscilar entre R$ 67 e R$ 80. Este é o quinto aumento do bo­tijão de 13 quilos em 2017, o quarto consecutivo. A alta acu­mulada no ano chega a 15,6%, acima da inflação no período.

A prévia da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consu­midor Amplo 15 (IPCA-15), fechou o mês de outubro com variação de preços de 0,34%. Em relação a setembro, o índi­ce subiu 0,23 ponto percentual. No último dia 11, a Petrobras aumentou em 12,9% GLP ven­dido em botijões de até 13 qui­los. O aporte para o consumi­dor passou de R$ 3, em média, alta de 5,1%.

Divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Es­tatística (IBGE) mo último dia 20, o IPCA-15 fechou o acu­mulado no ano (janeiro-ou­tubro) em 2,25%. Nos últimos doze meses, o índice ficou em 2,71%. De acordo com a esta­tal, o reajuste de novembro foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no Hemisfério Norte. A variação do câmbio também contribuiu, destacou a compa­nhia em nota.

“Como a lei brasileira ga­rante liberdade de preços no mercado de combustíveis e de­rivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao con­sumidor. Isso dependerá de re­passes feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, explica. O último reajuste do gás de cozinha ocorreu em 11 de outubro deste ano. Na úl­tima quarta-feira (1º), a com­panhia elevou o preço do GLP industrial em 6,5%.

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