Sérgio Roxo da Fonseca *
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Taís Roxo Fonseca *
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Examinando a história do Brasil percebe-se que nosso País jamais foi identificado como operador de território estrangeiro. Ao contrário, ouvindo claramente as regras do Direito Internacional figurou, como sempre, como notável aplicador das bases internacionais.
Vale a pena lembrar que, no passado já distante, ouvindo as regras jurídicas da época, soubemos historicamente, afastar-nos do território do sul, por sua notável respeitabilidade, tendo notável importância no surgimento do vizinho Uruguai.
Navegando pelos extratos temporais, os brasileiros hoje em dia escandalizam-se ao identificar alguns dos nossos conterrâneos, no exercício da competência política e jurídica, passarem a invocar não apenas o poder dos Estados Unidos, como a ajoelhar-se a seus pés, rogando politicamente a introdução da sua administração em nossa terra brasileira.
Mesmo na evolução do nosso panorama político, eles não se disfarçam com a invocação dos poderes estrangeiros transportando-se aos Estados Unidos para pugnar pela sua atuação política em nosso território, seja para manter-se no território estrangeiro figuras políticas chegando a manter naquele país representantes para ali encontrar vozes em busca de uma intervenção contra o Brasil até mesmo no nosso Supremo Tribunal Federal.
Tal conduta, historicamente, esmurra não somente a dignidade da nossa história, como também na antiga visão jurídica de norte-americanos que no passado recente lutaram pala juridicidade dos seus limites políticos e jurídicos.
Tanto assim que não é forçoso observar que o Brasil lutou aolado dos Estados Unidos no território italiano, durante a Segunda Grande Guerra, contra a ditadura proposta pelos hitleristas. É escusado dizer que o Brasil e os Estados Unidos saíram do campo de batalha vitoriosos, atuando sempre ao lado dos italianos democratas batalhando sempre contra aqueles que se alinhavam contra a inesquecível pregação dos antigos romanos.
Ao final daquela guerra, o Brasil e os EEUU construíram em nosso pais uma cidade para guardar a memória histórica daquela luta: Volta Redonda. As nossas tropas vitoriosas não permaneceram na Itália
Recentemente a imprensa internacional publicou que tropas aéreas norte-americanas invadiram países da América do Sul, afundando pequenas embarcações, matando os seus navegantes.
Neste sentido é desenvolvida uma nova política de submissão da América do Sul ao poder da América do Norte, num padrão francamente inverso a aquele que sempre foi a sua marca registrada.
É inacreditável, assim sendo, que o Brasil, hoje desfraldando bandeira democrática, perceba que líderes políticos brasileiros abandonem a sua história, para propor que seja submetido o seu lar e sua família aos propósitos hodiernos que ferem não somente a história dos Estados Unidos, como também os caminhos democráticos por eles trilhados no passado ao lado não somente da bandeira brasileira, como do propósito do povo do Brasil.
O Brasil é dos brasileiros e de todos aqueles que para cá vieram para honrar a história do nosso povo como também a importância da bandeira do Brasil.
O Brasil é dos brasileiros.
* Advogado, professor livre docente aposentado da Unesp, doutor, procurador de Justiça aposentado, e membro da Academia Ribeirãopretana de Letras
** Advogada

