Tribuna Ribeirão
DestaquePolítica

Câmara reprova repasse à Transerp

ALFREDO RISK

A Câmara de Vereadores negou, na sessão desta terça­-feira, 2 de junho, o repasse de R$ 4,8 milhões da prefei­tura para a Empresa de Trân­sito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Transerp). O dinheiro seria utilizado para bancar a folha salarial dos ser­vidores da companhia, que estaria com problemas para efetuar os pagamentos futuros.

O plenário Orlando Vita­liano foi ocupado por agentes civis de trânsito – os populares “amarelinhos” – e a votação foi apertada: 13 votos a favor e 13 contra. Bertinho Scandiuzi (PSDB) não participou da ses­são porque está afastado por licença médica.

O projeto do Executivo demorou mais de três horas para ser votado porque vários vereadores utilizaram o tem­po dedicado à discussão – 30 minutos cada – para enca­minhar suas opiniões. Quem votou contra usa como ar­gumento jurídico o fato de a prefeitura não poder repassar recursos para uma entidade de direito privado, como se­ria a Transerp.

O aval da Câmara, segun­do essa ótica, poderia resultar em questionamentos na esfera judicial. Já quem votou a favor diz que era preciso pensar na garantia do salário dos fun­cionários da Transerp, e que eles não têm culpa do estado financeiro da companhia. Cer­ca de 30 funcionários acompa­nharam a sessão no plenário do Palácio Antônio Machado Sant’Anna.

Caso fosse aprovado, o re­passe seria pago em três par­celas iguais e consecutivas no valor de R$ 1,6 um milhão cada. A prefeitura afirma que todas as fontes de receitas da Transerp foram impactadas pela pandemia do corona­vírus e que a quarentena fez com que houvesse um súbi­to decréscimo de receita, por isso a necessidade do repasse.

Segundo a justificativa do projeto, a Transerp tem fina­lidades exclusivas de interesse público e sua operação é divi­dida em cinco grandes áreas: transporte público, trânsito, Área Azul, pátio de veículos e administração geral. As quatro primeiras recebem verbas liga­das à sua operação – taxas de gerenciamento do contrato de transporte público e de trânsi­to, multas, venda do cartão de Área Azul e remoção e estadia de veículos ao pátio de guarda.

Estas receitas são cedidas ou repassadas à empresa mu­nicipal pela prefeitura, e o sis­tema teria ficado equilibrado e até superavitário nos três últimos anos. Já a taxa de ge­renciamento do contrato de transporte público está judi­cializada e, por isso, não está sendo paga pelo concessioná­rio, o Consórcio PróUrbano. O valor atual acumulado é de cerca de R$ 8 milhões.
A prefeitura afirma que todas as fontes de receitas da Transerp foram impactadas pela pandemia do coronaví­rus e a quarentena fez com que houvesse um súbito de­créscimo de receita, por isso a necessidade do repasse de R$ 4,8 milhões.

No mês passado, a Câmara de Vereadores não autorizou a prefeitura de Ribeirão Preto a antecipar o repasse de até R$ 4,5 milhões para o Consór­cio PróUrbano – grupo con­cessionário responsável pelo transporte coletivo na cidade formado pelas viações Rápi­do D`Oeste (40%), Transcorp (30%) e Turb (30%).

A administração preten­dia antecipar o valor do sub­sídio referente à gratuidade dos estudantes, dos meses futuros. Ou seja, que ainda deverão ser utilizados neste ano. Mensalmente, a prefei­tura de Ribeirão Preto paga ao Consórcio PróUrbano o valor utilizado no período pe­los alunos com direito a via­jar de graça nos 356 ônibus das 118 linhas urbanas – mas apenas 217 estão circulando durante o isolamento social.

Desde 23 de março, a gra­tuidade para estudantes no transporte coletivo foi tem­porariamente cancelada por causa da suspensão das aulas presenciais nas escolas de Ri­beirão Preto. Segundo a Tran­serp, o objetivo é reduzir o fluxo dos jovens e adolescentes no transporte coletivo durante a quarentena. O cartão de gra­tuidade garante apenas o não pagamento da passagem para o trajeto de ida e volta entre a residência e a escola em que o aluno cadastrado estuda.

Os vereadores alegaram que não é justificável anteci­par recursos para o PróUrba­no quando muitas empresas da cidade estão com proble­mas financeiros e em grave crise por causa da quarentena estabelecida devido à pan­demia do novo coronavírus. Os parlamentares dizem que, pela lógica do governo Duar­te Nogueira Júnior (PSDB), todos os prestadores de ser­viços da prefeitura deveriam receber recursos públicos neste momento.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

VÍDEO – Encontrado idoso que desapareceu na Santa Casa

Luque

Idoso desaparece dentro da Santa Casa de RP

Luque

Motociclista fica gravemente ferido após acidente na zona Sul

Luque

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com