O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta quinta-feira, 10 de setembro, o resgate de R$ 5,864 bilhões do FI-FGTS. De acordo com o voto do Ministério do Trabalho e Emprego, o patrimônio líquido era de R$ 21,4 bilhões em junho deste ano.
“O Agente Operador do FGTS deverá solicitar o resgate das cotas do FGTS, até 30 de setembro de 2026, no âmbito do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) no montante equivalente à totalidade de recursos disponíveis em 06/2026”, diz o texto aprovado.
Além disso, o conselho informou que integralizou no FI-FGTS o montante de R$ 22,9 bilhões. E que o Conselho Curador já resgatou o montante de R$ 29,8 bilhões no FI-FGTS. Também aprovou o aumento de R$ 500 milhões no orçamento de subsídios do fundo para 2026, saindo de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões.
O previsto para as áreas de saneamento, habitação e infraestrutura ficaram inalterados. De acordo com a apresentação feita ao Conselho, o orçamento de descontos, que foi aumentado, já tem R$ 7,571 bilhões contratados até meados de agosto, cerca de 61% do total disponível para o ano.
Ao todo, o Orçamento do FGTS em 2026 que está sob gestão do Ministério das Cidades é de R$ 169 bilhões, com cerca de 56% já contratados, que somam R$ 90,642 bilhões.
A rubrica de descontos é o recurso gasto com subsídios para as primeiras faixas do Minha Casa, Minha Vida. De acordo com a justificativa do voto aprovado pelo conselho, há uma estimativa de crescimento do público que precisa desse desconto e por isso a alta no orçamento.
Em julho, foram contratados R$ 1,07 bilhão em descontos e a projeção para o ano está em R$ 12,64 bilhões, acima do que havia até então no orçamento. A ideia é alcançar mais de 376 mil famílias beneficiadas com descontos no ano.

