Tribuna Ribeirão
Economia

Conta de luz mais cara em maio

As contas de luz vão ficar mais caras em maio. A Agên­cia Nacional de Energia Elé­trica (Aneel) definiu que a bandeira tarifária do próximo mês será amarela, o que im­plicará um custo adicional de R$ 1 para cada 100 quilowatt­s-hora (kWh) consumidos. A decisão interrompe um ciclo de cinco meses consecutivos sem cobrança de taxa extra – em dezembro, janeiro, feve­reiro, março e abril vigorou a verde e não houve cobrança complementar.

O sistema de bandeiras ta­rifárias leva em consideração o nível dos reservatórios das hi­drelétricas e o preço da energia no mercado à vista. Na bandeira verde, não há cobrança de taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) con­sumidos. No primeiro nível da bandeira vermelha, o adicional é de R$ 3 a cada 100 kWh. E no segundo nível da bandeira ver­melha, a cobrança é de R$ 5 a cada 100 kWh.

“Maio é o mês de início da estação seca nas principais ba­cias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). Embora a previsão hidrológica para o mês indique tendência de vazões próximas à média histórica, o patamar da pro­dução hidrelétrica já reflete a diminuição das chuvas, o que eleva o risco hidrológico (GSF) e motiva o acionamento da bandeira amarela”, diz nota di­vulgada pela Aneel.

O sistema indica o custo da energia gerada para possibilitar o uso consciente de energia. Antes das bandeiras, o custo da ener­gia era repassado às tarifas no reajuste anual de cada empresa, e tinha a incidência da taxa bá­sica de juros. São acionadas em período de escassez de chuvas, quando há redução no nível dos reservatórios nacionais. Nesses períodos há o acionamento de usinas térmicas, cujo custo de produção é mais alto.

Com variação entre verde, amarela e vermelha (em dois patamares), o sistema gera cus­tos adicionais à conta de luz que vão de R$ 1 a R$ 5. Desde 8 de abril, a conta de luz está, em média, 8,66% mais cara para cerca de 290 mil consumidores de Ribeirão Preto e mais 4,2 milhões de clientes da CPFL Paulista espalhados em outras 233 cidades do estado de São Paulo. A Aneel autorizou, den­tro do processo de revisão tari­fária anual, reajuste nas faturas da concessionária.

Para os consumidores resi­denciais, a alta foi de 7,87%. Pe­quenos comércios, que também entram na faixa de baixa tensão, tiveram reajuste de 8,34%. Para os clientes da alta tensão – in­dústrias, shopping centers e ou­tros estabelecimentos de grande porte – o aumento foi de 9,30%. A empresa atende 4,49 milhões de unidades consumidoras lo­calizadas em 234 municípios do estado de São Paulo.

No ano passado, o reajuste médio nas tarifas de energia foi de 16,90% Para consumido­res conectados em alta tensão (indústrias), o aumento foi de 11,11%, e para a baixa tensão, a elevação ficou em 20,17% – os imóveis residenciais entram nesta faixa e, segundo a regula­dora, o aumento para este gru­po foi de 19,84%.

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